Obras voltam aos poucos à normalidade

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Obras voltam aos poucos à normalidade
Créditos: Arquivo DC

Após permanecerem cerca de dois meses sem máquinas, operários ou qualquer intervenção, as obras de duplicação da BR-381, no trecho que compreende Barão de Cocais a Caeté, vão, aos poucos, voltando à normalidade.

É que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) conseguiu a liberação de parte das áreas que estavam pendentes judicialmente no lote 7 e já convocou o consórcio responsável pelos trabalhos.

Procurado, o órgão negou que as obras tenham sido suspensas. A assessoria de imprensa informou que questões judiciais são partes normais do processo e que o que houve, de fato, “foi uma diminuição no ritmo das intervenções por conta do período chuvoso e mudança nas frentes de trabalho”.

De acordo com o Coordenador do Movimento Nova 381, Luciano Araújo, os questionamentos do Ministério Público (MP) ocorreram em relação à pavimentação da rodovia, desapropriações e rede elétrica e a solução por parte do Dnit poderá, enfim, significar a liberação das primeiras pistas duplicadas da tão esperada reforma desta que é conhecida nacionalmente como “Rodovia da Morte”.

“Este é o trecho mais avançado das obras e já conta com 74% das intervenções prontas. Há chances de termos os primeiros trechos duplicados liberados ainda neste ano. Já passou da hora de começar a liberá-los para que a sociedade comece a ver os efeitos efetivos da duplicação”, comentou.

Araújo lembrou mais uma vez que o prazo contratual prevê a entrega do lote 7 até dezembro deste ano. Também está prevista para a mesma data a entrega do lote 3.1. Entretanto, segundo ele, não há verba suficiente para que isso ocorra.

No final do ano passado, o Movimento Nova 381 alertou que a verba destinada para a obra de duplicação da BR-381 em 2019 ficaria abaixo da metade do considerado ideal. A previsão é que a intervenção receba R$ 169,43 milhões, mas para a conclusão dos lotes 7 e 3.1 seriam necessários mais R$ 300 milhões.

“Estamos trabalhando junto à bancada mineira para conseguir a liberação de emendas para viabilizar as obras”, disse.

Vale lembrar que a duplicação da rodovia é uma obra prometida há décadas. Os trabalhos tiveram início em 2014 e irão permitir a duplicação da rodovia entre Belo Horizonte e Governador Valadares, em trecho com alto índice de acidentes.

O cronograma inicial indicava a conclusão da obra em 2017, mas com o agravamento da crise econômica nos últimos anos, a duplicação passou a sofrer com congelamentos dos recursos.

As obras preveem a duplicação e modernização de 303 quilômetros. Segundo o Dnit, o empreendimento é considerado prioritário pelo governo federal e vai garantir a redução do número de curvas e, consequentemente, trará mais segurança para os usuários e diminuição no tempo de viagem.

Além disso, em vez do asfalto, está sendo usado o concreto, que garante durabilidade três vezes maior, baixa necessidade de manutenção e conservação, maior visibilidade da pista e redução de aquaplanagem.

Privatização – Conforme já publicado, a obra pode passar a integrar o pacote de concessões de rodovias do governo federal, como anunciado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

Na avaliação de Araújo, caso a duplicação seja realizada pela iniciativa privada, o preço cobrado pelo pedágio pode ficar inviável. Segundo Araújo, estudos apontam que o valor cobrado seria de R$ 8 a cada 30 km. Com isso, o custo com os pedágios na viagem de ida e volta entre Belo Horizonte e Governador Valadares ficaria em R$ 160.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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