MRV registra crescimento de 18,2% no lucro líquido

Ouvir a matéria 0:00 / 0:00
MRV registra crescimento de 18,2% no lucro líquido
Crédito: LEO DRUMOND / NITRO

A construtora e incorporadora MRV Engenharia e Participações S/A, sediada em Belo Horizonte, registrou lucro líquido de R$ 189 milhões no primeiro trimestre deste ano, resultado 18,2% superior aos R$ 160 milhões apresentados em igual época do exercício passado. Na mesma base de comparação, a receita operacional líquida passou de R$ 1,22 bilhão para R$ 1,5 bilhão, representando um crescimento de 22%.

As informações constam do balanço financeiro divulgado ontem pela companhia e de acordo com o diretor Executivo de Finanças e Relações com Investidores da empresa, Ricardo Paixão, a alta no lucro líquido está relacionada às melhorias do ciclo de produção da construtora associadas à diminuição das despesas. Segundo ele, a MRV tem buscado cada vez mais a otimização dos negócios e operações.

“O aumento da receita líquida vem acompanhando a transformação operacional pela qual estamos passando e continuamos a voltar os esforços para ações que aumentem ainda mais a eficiência da nossa estrutura comercial e administrativa, com potencial para redução nominal das despesas. Como resultado, estamos vendo o retorno sobre patrimônio (ROE) melhorando de forma sistemática”, explicou. Somente no último trimestre chegou a 15,6%.

Também nos primeiros três meses de 2019, a construtora lançou o equivalente a R$ 1,09 bilhão em Valor Geral de Vendas (VGV), alta de 35,9% na comparação anual. Já as vendas líquidas contratadas subiram 6% na mesma base de comparação, passando de R$ 1,2 bilhão para R$ 1,3 bilhão no período.

Ao todo foram 9.880 unidades produzidas entre janeiro e março deste ano, aumento de 24% em relação ao primeiro trimestre de 2018. “Estamos aumentando a eficiência dos nossos canteiros através da redução do tempo de ciclo de produção, o que vem contribuindo para o maior giro do ativo e retorno dos projetos”, confirmou.

O Ebitda (lucro antes do Imposto de Renda, contribuição social, despesas financeiras líquidas, despesas de depreciação e amortização) chegou a R$ 273 milhões no acumulado dos primeiros três meses de 2019, montante 19,2% superior aos R$ 229 milhões apresentados entre janeiro e março do exercício anterior.

Caixa – Apesar dos números positivos, a geração de caixa da companhia encerrou o primeiro trimestre deste ano negativa, o que não acontecia há mais de seis anos. Ao todo foram menos R$ 19 milhões em decorrência do contingenciamento do orçamento dos recursos do Minha casa, minha vida (MCMV), por parte do governo federal.

“Isso aconteceu em virtude de um volume de repasses menor e um volume de construção maior, que levou a um gasto mais elevado para construir as unidades. Esse movimento impactou também nos lançamentos e nas vendas, mas com a regularização do processo ocorrido no mês de março, no próximo balanço já veremos a geração de caixa normalizada”, garantiu.

Por isso, o executivo informou que as expectativas em relação ao desenrolar do ano estão mantidas.

“Os números do primeiro trimestre foram muito bons e a empresa segue otimista, já que a demanda por compra de imóveis continua bastante elevada”, concluiu.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas