Hipercentro perde espaço em vendas em BH

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Hipercentro perde espaço em vendas em BH
Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC

Se por um lado regiões centrais são consideradas atrativas para o mercado imobiliário, devido às facilidades de locomoção e pelo acesso rápido a diversos serviços e lazer, por outro, demandam investimentos cada vez maiores em modernização e redução de custos, elevando o preço das unidades. Em Belo Horizonte, porém, o hipercentro não é destaque quando o assunto é venda de imóveis.

Pesquisa divulgada pelo Instituto Data Secovi, da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), aponta que, de um total de 13.947 apartamentos vendidos no decorrer do ano passado, apenas 207 foram comercializados no centro da capital mineira. Isso representa 1,48% do mercado.

A justificativa, segundo o diretor da CMI/Secovi-MG, Leonardo Matos, está justamente na falta de investimentos na modernização do espaço e dos imóveis, o que inclui a modernização de prédios e apartamentos.

“Na maior parte do mundo, as cidades cresceram ao redor do centro, que acabou se tornando uma área mais adensada e com maior infraestrutura, como disponibilidade de comércio, serviços, etc. No entanto, com o passar dos anos, essas regiões foram requalificadas, o que possibilitou um novo tipo de ocupação e crescimento”, explicou.

Plano diretor – Em Belo Horizonte isso não ocorreu. E o que é pior, segundo Matos, ainda há o agravante de políticas públicas e lei municipais que não colaboram com a revitalização dos empreendimentos ainda nos dias atuais. Ele se refere ao plano diretor da cidade e aos coeficientes de construção da região central.

“Para revitalizar a região, que possui um perfil adensado, o ideal seria que o Plano Diretor da Capital permitisse um coeficiente de aproveitamento maior que o atual e não o inverso, como o que está em votação na Câmara Municipal. Se a lei em vigor já dificulta qualquer movimento de modernização, a nova poderá piorar ainda mais este cenário e inviabilizar qualquer boom de investimentos na região”, alertou.

E o grande problema, segundo Matos, é que a falta de requalificação onera os custos e impede, cada vez mais, a comercialização dos imóveis. “Os prédios do centro da Capital são muito antigos e a maioria possui condomínios muito caros e não oferece garagem. Isso inviabiliza não só a comercialização como o próprio interesse pelos mesmos”, completou.

Para mudar este cenário, somente a adoção de políticas públicas adequadas e leis urbanísticas que não limitassem o coeficiente de construção.

Por fim, o diretor citou que a parte mais nobre da região ainda atrai compradores, mas que, ainda assim, em volumes bem inferiores que as outras regiões da Capital. Ele se refere à parte próxima ao Shopping Cidade, entre a rua Espírito Santo e a avenida Augusto de Lima.

IGP-M desacelera em maio

São Paulo – O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) desacelerou a alta a 0,45% em maio, depois de subir 0,92% no mês anterior, com menor pressão tanto dos preços no atacado quanto para o consumidor, segundo dados divulgados ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

No mês, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, reduziu a alta a 0,54%, de 1,07% em abril.

O destaque ficou para o grupo Bens Finais, que mostrou variação positiva de 0,01% em maio, ante avanço de 1,25% antes, com destaque para o comportamento do subgrupo alimentos in natura.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, desacelerou a alta a 0,35% no período, contra alta de 0,69% antes.

O grupo Alimentação deu a maior contribuição para o resultado do IPC, ao registrar queda de 0,12% depois de um avanço de 0,88% no mês anterior.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, teve avanço de 0,09% em maio, sobre 0,49% em abril.

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis. (Reuters)

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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