Saldo de empregos de Minas é 2º maior do País

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Saldo de empregos de Minas é 2º maior do País
Até então, melhor resultado de Minas para o mês de julho havia sido em 2013, quando verificou saldo de 11.633 postos - Crédito: Amanda Perobelli /Reuters

A geração de empregos em julho deste ano em Minas Gerais foi a melhor para o mês desde 2013. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, mostram que o superávit no Estado chegou a 10.609 vagas, resultado de 163 mil admissões e 153 mil demissões, representando o segundo melhor saldo do País. São Paulo liderou o ranking com 20.204 empregos criados.

No sétimo mês de 2013, 11.633 postos de trabalho foram criados em Minas Gerais. Desde então, o Estado apresentou superávit no mês de julho apenas em 2017 e 2018, sempre abaixo dos mais de 10,6 mil postos no mesmo mês em 2019. Assim, o resultado do emprego formal de julho em Minas superou em 2,68% as 10.332 vagas de igual época do ano passado.

Com o resultado, o Estado já acumula saldo positivo de 99.946 postos de trabalho neste ano. Ao todo, foram 1,119 milhão de admissões contra 1,019 milhão de demissões. Nos mesmos meses de 2018, o resultado também havia sido positivo, mas em 102.883 empregos formais. Já quando considerado os últimos 12 meses, o superávit chegou a 75.429 e, na mesma época do ano passado, estava negativo em 55.558.

O governador Romeu Zema (Novo) comentou o resultado nas redes sociais. “Em sete meses de governo, já alcançamos dois terços da nossa meta de gerar 150 mil empregos em Minas em 2019”, comemorou.

Setores – De acordo com o levantamento, na análise mensal, a construção civil puxou o desempenho em Minas Gerais. Também tiveram destaque o setor de serviços e a indústria de transformação. Na outra ponta, a agropecuária foi o setor que mais fechou vagas, seguida por serviços industriais de utilização pública.

Somente a construção civil gerou superávit de 5.958 vagas, proveniente da criação de 22.916 postos e extinção de outros 16.958. Em julho do ano passado, o saldo do setor tinha ficado positivo em 4.102 vagas.

Logo em seguida, o setor de serviços, cujo superávit mensal foi de 3.794, contratou 60.165 pessoas no mês passado, mas desligou outras 56.371. No sétimo mês de 2018, o saldo do setor foi de apenas 626 empregos.

Já a indústria da transformação apresentou saldo de 3.111 postos. Ao todo, foram registradas 26.150 admissões e 23.039 demissões. No mesmo mês do ano anterior, a indústria tinha registrado superávit de 2.337 vagas.

Ainda considerando o mês de julho, destaca-se o déficit de 3.682 empregos formais no Estado pela agropecuária. O setor criou 18.035 oportunidades, mas extinguiu outras 21.717. Em igual período do exercício passado, o setor apresentou saldo positivo de 2.547 postos.

Quando considerado o acumulado dos sete primeiros meses de 2019, os destaques positivos ficaram por conta das atividades de serviços, agropecuária e construção civil. O comércio teve desempenho negativo no acumulado do ano.

Ao todo, os serviços geraram 38.727 vagas formais, enquanto a agropecuária criou 31.390 e a construção 20.507. Já o comércio fechou 9.417. No ano passado, esses mesmos setores tiveram saldos de 31.222, 44.912, 950 e -9.016, respectivamente.

Da mesma forma, nos últimos 12 meses, o setor de serviços teve superávit de 52.382, a construção civil de 16.619 e o comércio de 9.432. Neste período, houve saldo negativo na agropecuária, de -12.662.

Brasil gera 43,8 mil postos com carteira assinada

Brasília – Pelo quarto mês consecutivo, houve geração de emprego formal no País, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados na sexta-feira (23), pelo Ministério da Economia. Em julho, foi registrada a abertura de 43.820 vagas de trabalho com carteira assinada, crescimento de 0,11% em relação ao estoque de junho.

O indicador mede a diferença entre contratações e demissões. O saldo positivo em julho deste ano foi resultado de 1.331.189 admissões contra 1.287.369 desligamentos. Em julho de 2018, o resultado foi melhor: com saldo positivo de 47.319.

Nos sete meses do ano, foram criados 461.411 postos de trabalho (9.600.447 admissões e 9.139.036 desligamentos). Na comparação com o mesmo período de 2018, houve crescimento de 2,93%. O resultado de janeiro a julho deste ano é o melhor para o período desde 2014 (632.224).

Dos oito setores econômicos, sete contrataram mais do que demitiram em julho. O saldo ficou positivo na construção civil (18.721), serviços ( 8.948), indústria de transformação (5.391), comércio (4.887), agropecuária (4.645), extrativa mineral (1.049) e serviços industriais de utilidade pública (494). Apenas administração pública descreveu saldo negativo (315).

Resultados regionais – Segundo o ministério, todas as regiões do Brasil tiveram crescimento no mercado formal de trabalho em julho. O maior saldo foi na região Sudeste, com 23.851 vagas de emprego com carteira assinada, crescimento de 0,12%. Em seguida, vieram Centro-Oeste (9.940 postos, 0,30%); Norte (7.091 postos, 0,39%); Nordeste (2.582 postos, 0,04%); e Sul (356 postos, 0,00%).

Das 27 unidades da federação, 20 terminaram julho com saldo positivo no emprego. A maior parte das vagas foi aberta em São Paulo, onde foram criados 20.204 postos de trabalho; Minas Gerais, com 10.609 novas vagas; e Mato Grosso, que teve saldo positivo de 4.169 postos.

Reforma trabalhista – Do saldo total de julho, 6.286 vagas foram resultado da reforma trabalhista, número equivalente a 14,34% do total. A maior parte desses empregos veio na modalidade intermitente (quando o empregado recebe por horas de trabalho), que teve saldo de 5.546 postos, principalmente em ocupações como alimentador de linha de produção, servente de obras e faxineiro. Na categoria de trabalho em regime de tempo parcial, foram 740 vagas, em ocupações como faxineiro, auxiliar de escritório e operador de caixa.

Em julho de 2019, houve 18.984 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado, envolvendo 13.918 estabelecimentos, em um universo de 12.592 empresas. Um total de 45 empregados realizou mais de um desligamento mediante acordo com o empregador. (ABr)

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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