Turismo de lazer eleva ocupação hoteleira

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Turismo de lazer eleva ocupação hoteleira
Crédito: Alessandro Carvalho / Hotel Ouro Minas Alessandro Carvalho / Hotel Ouro Minas 06/02/2009

Apesar de o turismo de negócios ainda representar as principais demandas junto à hotelaria da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), o aumento do turismo de lazer também tem alavancado os negócios do setor na capital mineira e entorno.

A elevação na procura por eventos esportivos, gastronômicos e culturais, além dos já tradicionais eventos corporativos realizados na cidade, vai fazer com que o setor encerre 2019 com taxa de ocupação média entre 60% e 65%.

A informação é do presidente da Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de Minas Gerais (Fhoremg) e do Sindicato de Hotéis, Restaurantes e Bares de Belo Horizonte (Sindhorb-BH), Paulo César Pedrosa. Segundo ele, em relação às receitas, a expectativa é de um aumento entre 12% e 15% sobre o ano anterior.

“Em novembro, já registramos o maior nível de ocupação do ano e atingimos os 70% nos hotéis da Capital. O resultado é fruto do fortalecimento do turismo na Grande BH, tanto nos eventos corporativos, que já são tradicionais na região, quanto no turismo de lazer, com o aumento de eventos esportivos, culturais e gastronômicos”, disse.

Outro diferencial que tem alavancado o setor hoteleiro de Belo Horizonte, conforme o dirigente, é a recuperação da diária média. Neste exercício, os valores cobrados pelos hotéis belo-horizontinos irão encerrar o ano cerca de 8% superiores aos anos anteriores, mas, mesmo assim, seguem como os menores patamares do País. “A diária média hoje gira em torno de R$ 150 a R$ 300, dependendo do tipo de hotel”, explicou.

Carnaval – Para 2020, as expectativas também são positivas. De acordo com Pedrosa, a hotelaria deverá registrar aumento de 12% na taxa de ocupação, chegando a 66% em média. Somente para o Carnaval, os estabelecimentos da Capital já estão com aproximadamente 30% de ocupação.

“O Carnaval vem ganhando força na cidade há alguns anos, mas ainda não é o principal evento que Belo Horizonte recebe no decorrer do ano. O turismo de negócios e os eventos corporativos ainda lideram a lista dos principais incentivadores da atividade na cidade”, justificou.

Desde 2014, o parque hoteleiro de Belo Horizonte sofre com uma grave crise de demanda. A inauguração recorde de unidades habitacionais para atender os hóspedes que viriam para a Copa do Mundo Fifa naquele ano e para os Jogos Olímpicos, em 2016, coincidiu com a mais grave crise econômica vivida pelo Brasil desde a década perdida de 1980.

Retomada – No entanto, o presidente das entidades comemora o não fechamento de hotéis na capital mineira no decorrer deste exercício. Segundo ele, atualmente, a rede conta com aproximadamente 220 empreendimentos do tipo, totalizando 24 mil unidades disponíveis. Além disso, para o próximo ano, está prevista a inauguração de mais três hotéis na cidade, que irão criar mais 400 unidades hoteleiras.

“Aos poucos, o setor volta a crescer, parou de demitir e não fecha mais nenhum hotel na cidade”, finalizou.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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