Ventana Serra apura aumento real de 20%

Apesar do resultado positivo no ano passado, cenário é incerto para o atual exercício na avaliação da empresa
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Ventana Serra apura aumento real de 20%
Casadonte: mesmo com a situação incipiente no Brasil e no mundo empresa teve bons resultados | Crédito: Divulgação

A Ventana Serra, empresa mineira de logística que faz parte da rede global de transporte e logística do grupo multinacional italiano Arcese, tem apresentado crescimento expressivo nos últimos anos. Em 2021 e 2022, a empresa registrou uma expansão real de 20%, descontada a inflação nos preços de transporte de cargas. No ano passado, o faturamento foi de cerca de R$ 1 bilhão. Já para 2023, ainda pairam as incertezas quanto à situação macroeconômica nacional e internacional.

É que a Ventana Serra oferece serviços de importação e exportação, além de transporte rodoviário, com bases em várias cidades brasileiras, como São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Curitiba. Além disso, atua com transporte marítimo, aéreo, consultoria fiscal na importação e desembaraço aduaneiro para o comércio internacional.

De acordo com o CEO da empresa, Paolo Casadonte, apesar da situação incipiente no Brasil e no mundo, a companhia fechou 2022 com ótimos resultados e segue confiante e investindo. No entanto, o cenário econômico desafiador pode afetar a performance da empresa em 2023.

“Não sabemos se esse ano conseguiremos manter a performance que vínhamos experimentando desde 2021, devido ao cenário, mas continuamos esperançosos em auferir bons resultados. O mundo como um todo já vem numa espiral de desaquecimento e o mercado brasileiro também deverá sofrer alterações, em virtude de estratégias de contenção da inflação. As importações devem encolher um pouco”, avalia.

A logística internacional representa 70% do faturamento da empresa, enquanto o transporte rodoviário representa 30%. A perspectiva é que neste exercício, os serviços rodoviários alcancem os 40%. E a meta, em cinco anos, é equilibrar as receitas das operações. Porém, o executivo admite que isso dependerá do contexto macroeconômico de cada período.

“Nos orgulhamos de ser um operador logístico 360 graus, operando em diferentes frentes e como facilitadores intermediários na importação e exportação de cargas aérea e marítima. Também atuamos como despachante aduaneiro e oferecemos serviços de armazenagem. Os desafios são realmente importantes e que os anos que nos esperam não serão fáceis. Sabemos que o mundo entrará em recessão e não conhecemos sua profundidade, tampouco sua extensão, mas sempre haverá mercado para a logística, como a própria pandemia provou”, cita.

A indústria automotiva é o principal segmento atendido pela empresa em termos de importação e exportação, mas as commodities agrícolas e máquinas e equipamentos, também são importantes. Em termos de mercados, os parceiros históricos do Brasil também se destacam no relacionamento com a empresa. São grandes os negócios com Estados Unidos, Europa, China e países do Mercosul.

No mercado interno, a diversificação de produtos é ainda maior, incluindo setores de energias alternativas, largo consumo, e-commerce e produtos químicos. São Paulo é o principal mercado em termos de faturamento e negócios, seguido por Minas Gerais, Pernambuco, Paraná e Rio de Janeiro.

Investimentos

O CEO destaca que o desembaraço aduaneiro e os serviços de transporte rodoviário receberam especial atenção da Ventana Serra nos últimos dois anos. Desde 2021, a empresa vem investindo na expansão de seus serviços de carga rodoviária fracionada, atendendo aos mercados de São Paulo (capital e interior) e entre São Paulo e Minas e São Paulo e Nordeste, aproveitando rotas já operadas com carga dedicada, que a empresa desembaraça no porto de Santos e principalmente, nos aeroportos de Guarulhos e Viracopos.

Outra iniciativa recente da empresa foi a ampliação de 30% na capacidade de armazenagem da unidade de Guarulhos (SP). A localização do armazém é estratégica: o espaço é próximo do Aeroporto de Guarulhos, possui fácil acesso às rodovias Presidente Dutra e Fernão Dias e possibilita, por meio do Rodoanel, adentrar no Sistema Anchieta/Imigrantes e, assim, também manter rápida conexão com o Porto de Santos, o principal do País.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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