“Grande bairro” no aeroporto Carlos Prates deve receber R$ 1,3 bilhão

Estudo prévio da Prefeitura de Belo Horizonte prevê investimentos de R$ 1,3 bilhão nas intervenções
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“Grande bairro” no aeroporto Carlos Prates deve receber R$ 1,3 bilhão
A PBH planeja realizar a urbanização de uma área de mais de 500 mil metros quadrados onde funcionava o Aeroporto Carlos Prates | Crédito: Reprodução / earth.google.com

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) espera iniciar as intervenções para transformar a antiga área do Aeroporto Carlos Prates, na região Noroeste da Capital, em “um grande bairro” ainda em 2023. O start, porém, depende da aprovação da proposta de urbanização para a área de mais de 500 mil metros quadrados onde funcionava o aeródromo por parte da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.

Em entrevista exclusiva ao DIÁRIO DO COMÉRCIO, o prefeito Fuad Noman (PSD) revelou que já existe um estudo prévio do projeto – ainda sujeito a alterações – e que as cifras totais para tirar a ideia do papel deverão chegar a R$ 1,3 bilhão. O montante considera investimentos internos e externos, ou seja, além da construção de praças, escolas, hospitais e moradias, as adequações de mobilidade e infraestrutura necessárias para o adensamento da região.

“Esse novo bairro terá todos os equipamentos públicos e infraestrutura urbana necessários à população: ruas, comércio, parques, escolas e tudo terá que ser feito. Fizemos alguns estudos com base nessa estrutura e chegamos a esse valor que com certeza terá uma participação da iniciativa privada. A prefeitura também deverá entrar com alguma coisa, mas basicamente serão recursos do Minha Casa, Minha Vida”, detalhou.

União analisa projeto para substituir Aeroporto Carlos Prates

No início de junho, a equipe da PBH apresentou as propostas do projeto, que inclui habitações de interesse social, parque, centro esportivo, escola de ensino infantil e fundamental, centro de saúde e Unidade de Pronto Atendimento (UPA), à SPU. Agora, a Pasta está avaliando a transferência da posse do terreno para a prefeitura da Capital. Somente após essa deliberação é que o Executivo municipal deverá, de fato, iniciar a elaboração dos estudos e projetos oficiais, bem como iniciar qualquer intervenção no local.

Conforme Fuad, sua equipe aguarda o governo federal encaminhar a documentação final para poder dar início aos empreendimentos.

“Recebemos a incumbência de segurar o imóvel em 31 de março, assumimos em abril e, pela regra original, isso deveria demorar seis meses. Mas o processo burocrático não é tão simples. Primeiro a Infraero teve que desmobilizar a estrutura, depois a Secretaria de Aviação Civil avaliou o descredenciamento do aeroporto para transferir o imóvel para vistoria da Secretaria de Gestão. Agora o processo está na Pasta, estamos acompanhando e, em tese, até o final de setembro, isso deverá estar liberado”, afirmou.

Uma vez aprovado, a ideia é iniciar os serviços em seguida. “Se liberar em setembro, começamos a plantar árvore em outubro. Queremos ocupar o mais rápido possível. Começar a fazer quadra, limpar o terreno, os equipamentos que já existem lá, os projetos da UPA, da escola. E já estamos, desde já, fazendo todo o zoneamento para ganhar tempo, porque isso não depende do dono do terreno. Se tudo correr dentro da programação, a partir de outubro já estaremos trabalhando”, completou.

Ministério diz que ainda não há deliberação sobre projeto

Procurado, o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos disse que ainda não há deliberação do pré-projeto apresentado pela PBH no último dia 5 de junho. Ainda conforme a Pasta, para análise de viabilidade e andamento da cessão da área para a PBH, serão necessários entendimentos que envolvem a SPU, o Ministério das Cidades e a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), órgão cuja área do Aeroporto Carlos Prates está legalmente cedida. O Ministério também ponderou que esta última, ainda precisa oficializar formalmente a devolução do terreno para a SPU.

“Somente após vencidas essas etapas, será possível trabalhar na modelagem da destinação e posterior aprovação da transferência definitiva do terreno para o município e das intervenções apresentadas no pré-projeto. Equipes técnicas da SPU e Prefeitura de Belo Horizonte estiveram no terreno do aeroporto para confirmar o encerramento das atividades e a necessidade de desmobilização total da área (retirada de material, maquinário, equipamentos), por via terrestre, com previsão inicial até o dia 30 de julho”, informou em nota.

De toda maneira, Fuad se mostra otimista com o projeto. “Vai dar certo. Vai ser um grande bairro, um grande benefício para a comunidade de Belo Horizonte. Vamos acabar com o pânico que as pessoas que vivem naquela região tinham toda vez que ouvia barulho de avião. E vão ter agora um lugar de lazer, de moradia e de estudo”, conclui.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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