Economia

Com reajuste das tarifas da Gasmig, gás natural veicular e industrial sobem mais de 5%

Preço do m³ para os clientes automotivos foi para R$ 2,9086 e, para os industriais, para R$ 3,2693
Com reajuste das tarifas da Gasmig, gás natural veicular e industrial sobem mais de 5%
A Arsae-MG aprovou o reajuste de 5,84% do gás para consumo industrial distribuído pela Gasmig | Foto: Ana Torres / Sede

Entraram em vigor no dia 1º de fevereiro as novas tarifas de gás natural da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), conforme resolução publicada na véspera pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia de Minas Gerais (Arsae-MG) no Diário Oficial do Estado.

Entre os segmentos do mercado não urbano, cujos valores têm periodicidade trimestral, o gás natural veicular (GNV) sofreu reajuste de 5,05%, e o gás para a indústria, considerando a faixa de consumo mensal de 350 mil metros cúbicos (m³), de 5,84%. Com isso, o preço do m³ para os clientes automotivos foi para R$ 2,9086 e, para os industriais, para R$ 3,2693.

Com tarifas válidas por 12 meses, entre os segmentos do mercado urbano, o gás natural para uso residencial individual, com consumo de 18 m³/mês, teve aumento de 3,64%, chegando a R$ 8,8098 por m³. Já o gás para comercial e industrial de menor consumo, na faixa de 10 mil m³ mensais, registrou acréscimo de 2,61%, indo para R$ 4,1851 por m³.

Em reunião da Diretoria Colegiada da Arsae sobre o reajuste tarifário, realizada no último dia 29, a assessora da Diretoria de Energia da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Sede), Luíza Delgado Vieira, detalhou os novos valores.

Em relação ao mercado não urbano, ela disse que o aumento é explicado pela alta do índice Henry Hub, principal indexador do contrato de suprimento da concessionária com a Galp Energia. O custo de aquisição da parcela de molécula (PM), que exerce pressão sobre o preço do gás natural para o consumidor, subiu 7,34% no trimestre em razão disso, apesar de ter ocorrido uma redução do valor médio do petróleo tipo Brent e da média trimestral.

No que diz respeito ao mercado urbano, a assessora afirmou que a valorização é justificada pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos últimos 12 meses – de 4,46% nos últimos 12 meses, sendo o período de referência de janeiro a janeiro.

Cabe pontuar que as margens de distribuição da Gasmig são reajustadas todos os anos em fevereiro com base na inflação. Isso vale tanto para o mercado urbano quanto o não urbano.

Aumento não surpreende o setor industrial, que vê como positivo a Arsae no comando

O aumento das tarifas do gás natural da Gasmig para os clientes industriais não surpreendeu o setor, segundo o consultor de Mercado de Energia da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Sérgio Pataca. De acordo com ele, já se esperava ao menos uma alta decorrente do reajuste das margens de distribuição pelo índice inflacionário e, além disso, houve um acréscimo no custo de aquisição do gás pela concessionária.

Devido à Lei Estadual nº 25.669/2025, sancionada em dezembro do ano passado, a publicação do reajuste tarifário de fevereiro ficou sob responsabilidade da Arsae. Em período de transição institucional, a Sede ainda realizou as instruções técnicas que, posteriormente, foram analisadas e ratificadas pela agência reguladora.

Conforme Pataca, a Fiemg vê como positivo o fato de a Arsae ter o controle e a fiscalização do gás canalizado e, inclusive, solicitou essa mudança. “A Fiemg pediu, em 2019, que a Arsae tivesse essa competência para evitar conflito de interesses, porque a Sede é uma secretaria governamental e está totalmente integrada ao governo e à Gasmig”, diz.

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