Economia

Vendas de eletrificados mais que dobram em Minas Gerais no primeiro trimestre

Estado segue consolidado como o terceiro maior mercado do País, atrás apenas de São Paulo e Distrito Federal
Vendas de eletrificados mais que dobram em Minas Gerais no primeiro trimestre
Foram comercializadas em Minas Gerais 6.215 unidades de veículos elétricos e híbridos no 1º trimestre | Foto: Reprodução Adobe Stock

O mercado de veículos elétricos e híbridos continua superando expectativas, com alta expressiva nas vendas em Minas Gerais. No primeiro trimestre, o segmento comercializou 6.215 unidades, mais que dobrando o número alcançado no mesmo período do ano passado, quando atingiu 2.776 vendas.

Os dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Com os resultados dos primeiros meses do ano, o Estado segue consolidado como o terceiro maior mercado do País, atrás apenas de São Paulo e Distrito Federal, que registraram 25.111 e 7.102 vendas respectivamente.

No período, Belo Horizonte comercializou 3.657 veículos híbridos e elétricos, permanecendo com o terceiro melhor desempenho do País dentre as cidades. A capital mineira já corresponde por mais da metade das vendas (58%) em Minas Gerais em um movimento que reforça a concentração da demanda nos grandes centros urbanos.

Uberlândia, no Triângulo Mineiro e Juiz de Fora, na Zona da Mata, formam o top 3 mineiro e juntas correspondem por 13,8% das vendas no Estado. Com economias diversificadas, ambas as cidades reforçam o papel dos polos regionais na eletromobilidade e sustentam um ritmo de adoção acima da média estadual.

O vice-presidente da ABVE, Thiago Sugahara, comenta que o primeiro trimestre entra para a história da eletromobilidade no Brasil, especialmente com os resultados alcançados no mês de março. “Em um único mês, foram emplacados mais de 35 mil veículos eletrificados, o mesmo que foi emplacado ao longo de todo o ano de 2021”, ressalta.

O dirigente acrescenta que a participação desses veículos já atinge 14% do market share total brasileiro: 5% a mais que o observado no ano passado. Um dos motivos citados para justificar o avanço em um curto espaço do tempo é a maior acessibilidade da tecnologia.

“Os veículos 100% elétricos que no passado custavam algo em torno de R$ 200 a 250 mil, já tem um ticket médio de R$ 150 mil. Alguns veículos já estão sendo comercializados até por R$ 100 mil, o que torna essa tecnologia cada vez mais acessível e competindo em condição de igualdade com veículos a combustão”, detalha Sugahara.

Outro marco para o setor é a recente entrada top 10 dos veículos comercializados no Brasil, demonstrando a alta aceitação do público no segmento. O motivo, segundo o dirigente, pode estar atrelado à maior percepção de economia se comparado aos modelos à combustão, utilizam apenas combustíveis fósseis.

“Aqueles que trocam um carro a combustão por um veículo elétrico chegam a reduzir em 1/4 ou 1/5 do que costumavam gastar com gasolina quando passam a utilizar energia elétrica para abastecer os carros”, explica.

Eletromobilidade ganha tração com combustíveis em alta e expectativa é de recorde em 2026

A adoção dos brasileiros tende a ser ainda maior em um contexto de incertezas, onde o preço de combustíveis, como a gasolina vem subindo em função de cenários adversos internacionais. Nesse cenário, a energia elétrica renovável brasileira apresenta menor variação de custos ao longo do tempo e pode representar uma alternativa economicamente mais previsível para os motoristas.

Para os próximos meses, Sugahara afirma que a expectativa do setor é de novos recordes de emplacamentos. “A ABVE projeta que o ritmo de crescimento se mantenha ao longo do ano, com volumes superiores aos registrados em 2025, consolidando 2026 como o principal período de expansão da eletromobilidade no País”, finaliza.

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