Emplacamentos em Minas Gerais disparam 65,8% em março
O emplacamento de veículos em Minas Gerais cresceu 65,8% em março na comparação com o mesmo período do ano passado. O avanço se posiciona entre os melhores da série histórica e foi impulsionado por uma combinação de alta demanda do consumidor e renovação de portfólio, além de um ambiente comercial mais atrativo, tanto no Estado quanto no País.
Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). As vendas totais de veículos em Minas Gerais saltaram de 55.281 em março 2025 para 91.673 unidades comercializadas em igual mês deste ano. No acumulado no primeiro trimestre, a alta foi de 39,5%, totalizando 192.002 emplacamentos neste ano, frente a 137.566 de janeiro a março do ano passado.
O segmento de automóveis e comerciais leves foi o principal motor de crescimento no último mês, com expansão de 79,5%. O resultado amplia a participação de mercado do segmento de 67,5% para 74,7% em apenas um ano.
De acordo com o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, o desempenho em março fez o setor encerrar o trimestre com resultados robustos no setor automotivo, caracterizado por um crescimento disseminado, com destaque para as categorias de maior volume.
“Os segmentos de automóveis e comerciais leves continuam sendo um dos principais termômetros de mercado. Há uma combinação de demanda do consumidor, renovação de portfólio, maior diversidade de oferta e um ambiente comercial mais ativo, com concorrência entre marcas, que está trazendo promoções, o que contribuiu para o bom resultado do trimestre”, detalha.
Segundo o dirigente, o Programa Carro Sustentável representou mais de 27% do total das vendas. Entre julho do ano passado e março deste ano, os veículos participantes da iniciativa do governo federal apresentaram evolução de 30,3% nas vendas se comparado aos anos anteriores.
Também em destaque, os veículos elétricos mantiveram participação relevante em vendas no mercado mineiro e dispararam 192% em vendas na comparação com o mesmo período do ano passado. “Os elétricos seguem avançando e já ocupam um espaço importante dentro da estratégia de eletrificação da mobilidade nacional, embora ainda em volumes menores se comparados a outras tecnologias. É um segmento que depende do crescimento da infraestrutura de carregamento nas cidades e estradas, mas a trajetória continua positiva”, acrescenta Arcelio Junior.
Motocicletas também puxam alta, enquanto caminhões dependem de recuperação
Além dos autos e comerciais leves, o mercado de motocicletas manteve crescimento, com alta de 36,2% em março frente ao mesmo mês de 2025. O resultado consolida a categoria como a segunda maior em volume absoluto do mercado, com 15.874 unidades emplacadas.
Quanto aos ônibus (15%) e implementos rodoviários (41%), ambos registraram crescimento de dois dígitos, indicando uma retomada em setores como infraestrutura e transporte coletivo, embora representem uma menor parcela do total geral.
Por outro lado, o setor de caminhões registrou uma queda severa de 36,3%. Este foi o único segmento principal a apresentar retração na comparação direta entre os meses de março, apesar de registrar elevação na comparação de 32,5% com fevereiro.
Conforme o dirigente, o resultado ainda mostra um mercado mais cauteloso e pressionado pelas taxas de juros, que permanecem em patamares elevados, além dos aumentos de custo de operação, em função do cenário de incertezas políticas e econônicas. “Houve melhora em março sobre fevereiro, notadamente em função do crédito fornecido pelo Programa Move Brasil, mas o trimestre ainda reflete um ambiente de maior seletividade para investimento e renovação de frota. É um mercado que depende diretamente de confiança e previsibilidade econômica”, avalia Arcelio Junior.
Mercado está otimista e projeta crescimento ao longo do ano
Até o fim do ano, as projeções nacionais são otimistas e projetam crescimento em todos os setores da indústria automotiva. A expectativa é de expansão total de 6,1% no mercado, atingindo a marca de 5,2 milhões de unidades vendidas.
No Brasil, a venda de veículos avançou, tanto na comparação com fevereiro (36,9%) quanto frente a março do ano passado (35,3%). O resultado é o terceiro melhor da série histórica, apenas atrás apenas dos anos de 2011 e 2012.
“O mês de março confirmou um mercado mais dinâmico, com desempenho disseminado entre os principais segmentos. O calendário ajudou, mas os dados mostram também uma reação consistente da demanda”, finaliza o dirigente.
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