Grupo EPO projeta ampliar em 26% valor de lançamentos nos próximos três anos

Grupo EPO prevê três lançamentos em 2026, com VGV de R$ 405 milhões, e projeta crescimento de 26% nos próximos três anos
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Grupo EPO projeta ampliar em 26% valor de lançamentos nos próximos três anos
Foto: Divulgação Grupo EPO

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O Grupo EPO, um dos principais players do mercado imobiliário mineiro de alto padrão, projeta ampliar em 26% os valores de lançamentos nos próximos três anos. A empresa, com sede em Belo Horizonte, está com três grandes obras de incorporação em andamento e prevê, ainda em 2026, lançar três empreendimentos que juntos terão um Valor Geral de Vendas (VGV) em torno de R$ 405 milhões. Os lançamentos incluem um empreendimento residencial e um corporativo no Vale do Sereno, em Nova Lima, além de um loteamento em Sete Lagoas, na região Central do Estado.

Com 34 anos de atuação, o grupo soma cerca de 400 empreendimentos e aproximadamente 2 milhões de metros quadrados construídos. A atuação está concentrada na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), com forte atuação no segmento de incorporações na região Centro-Sul da Capital. Já os loteamentos estão distribuídos por cidades do entorno, entre elas Nova Lima, Sete Lagoas, Betim e Contagem.

Para os próximos anos, a companhia projeta aumentar em 26% os valores de lançamentos. Segundo o vice-presidente do grupo, Guilherme Santos, a expansão está sustentada por uma carteira de projetos que já contempla lançamentos até 2031.

“É uma esteira de lançamento que vai sendo realizada ano a ano. Esse planejamento antecipado é fundamental para dimensionar os recursos humanos, financeiros e técnicos necessários para acompanhar o crescimento da empresa”, diz.

Vice-presidente do Grupo EPO, Guilherme Santos
Foto: Divulgação Grupo EPO

Entre os lançamentos previstos para este ano está um residencial no Vale do Sereno, com VGV estimado em cerca de R$ 180 milhões. A empresa também prepara um empreendimento corporativo na mesma região, com VGV da mesma ordem de grandeza. No segmento de loteamentos, o grupo prevê um lançamento em Sete Lagoas, com valor de R$ 45 milhões.

Santos destaca que a companhia atua em diferentes frentes que são os empreendimentos residenciais, multifamiliares, corporativos/comerciais e os loteamentos. Os projetos de incorporação são posicionados no segmento de alto padrão.

Arquitetura como estratégia

Em um mercado com alta concorrência e com produtos que apresentam características cada vez mais semelhantes, a empresa busca se diferenciar no mercado pela arquitetura e pela localização. Segundo Santos, a empresa dedica tempo e investimento à criação de projetos que sejam diferenciados tanto do ponto de vista estético quanto funcional.

“O nosso grande diferencial, até de posicionamento, é a valorização genuína de uma boa arquitetura, da estética e da funcionalidade. A estratégia inclui atenção às plantas dos apartamentos e à maneira como os imóveis serão utilizados pelos nossos clientes. Em determinados empreendimentos, principalmente apartamentos maiores, oferecemos a possibilidade de personalização de acabamentos e layouts, dentro das características de cada projeto. Outro diferencial é a localização, sempre privilegiada”, frisa.

Mercado mais lento, mas ainda comprador

Quanto ao mercado, a avaliação do vice-presidente do grupo, Guilherme Santos, é de que a demanda imobiliária permanece, embora em ritmo inferior ao observado no período da pandemia. Conforme Santos, a velocidade de vendas voltou a patamares semelhantes aos observados aproximadamente há uma década, embora o mercado atual tenha dimensões financeiras maiores.

Uma das razões está no aumento dos custos das obras, que elevou o valor dos empreendimentos. Mesmo diante de uma velocidade de vendas menor, a empresa considera que existe demanda para produtos que apresentem diferenciais efetivos.

Prédio do Grupo EPO
Foto: Divulgação Grupo EPO

“O mercado desacelerou, mas ele continua comprador, principalmente para produtos que tenham um diferencial real como a localização e a qualidade do projeto. Isso porque o comprador está mais criterioso, compara mais as alternativas e tende a tomar a decisão a partir de uma necessidade concreta”, observa.

Entre os desafios enfrentados pelo Grupo EPO, os principais são os juros elevados, que impactam na decisão de compra e no capital, e a escassez de mão de obra. “A questão da taxa de juros impacta diretamente no nosso setor de uma forma muito sensível”, afirma.

A mão de obra também se tornou uma preocupação permanente. A empresa conta atualmente com cerca de 400 funcionários diretos. A construção civil, segundo Santos, opera de forma amplamente terceirizada, com participação de empreiteiros, enquanto a companhia mantém estrutura própria para a operação e o acompanhamento das obras.

Sucessão familiar

Completando 34 anos em 2026, o Grupo EPO está em processo de sucessão. Guilherme Santos, hoje vice-presidente do grupo, representa a segunda geração da família no comando da empresa. A empresa foi criada pelos pais de Guilherme e, posteriormente, passou a contar também com o tio como sócio. Atualmente, o negócio é conduzido por Santos, seu pai, Gilmar Santos, que ocupa a presidência, e o tio.

A previsão é que, nos próximos anos, a primeira geração deixe gradualmente a operação cotidiana. A transição para a segunda geração deverá ocorrer em um período de até três anos, segundo Santos, com os fundadores permanecendo ligados à empresa por meio do conselho.

Sobre o autor

Michelle Valverde

Repórter do Diário do Comércio desde 2009. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva.

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