Minerar resultados

Atividade minerária sustenta a economia de Minas Gerais, mas seu legado permanece aquém do potencial
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Foto: Reprodução Adobe Stock

Minas Gerais carrega no próprio nome seu destino. A ocupação, ainda na colônia, dos espaços que viriam a formar seu território foi determinada pela cobiça, pelo sonho de acesso a riquezas minerais. E assim tem sido ao longo de mais de 3 séculos, com a mineração ainda hoje representando a principal atividade econômica local. Algo a ser enxergado, mas com olhar crítico e no entendimento de que resultados persistem aquém das possibilidades. Como o prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage, que é também presidente da Associação Brasileira dos Municípios Mineradores e também vê no calendário eleitoral oportunidade para a discussão de mudanças que signifiquem afinal fazer real o legado sempre prometido, mas nunca entregue. Trata-se no seu entendimento de informar para assim comprometer candidatos que a partir do próximo ano poderão estar na condução de políticas públicas mais assertivas.

Um esforço tardio e até por essa razão da maior importância. Afinal, importa menos saber que as atividades minerárias continuam sendo, em Minas Gerais, as de maior peso econômico e muito mais entender a qualidade de sua contribuição à economia regional. Mais que recuperar o tempo perdido trata-se de entender que a mineração caminha para um novo ciclo com a esperada valorização dos minerais estratégicos, sendo cruciais a realização de acertos para que o Brasil possa se reorganizar e ser, afinal, o verdadeiro protagonista no cenário que se avizinha.

Tudo isso tendo na devida conta questões estratégicas e políticas, porém sem que sejam esquecidos pontos como a sonegação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais, a Cfem, que impacta municípios e governos estaduais. Tudo agravado pela necessidade de revisão de valores, hoje fixado em 3,5% do faturamento das empresas mineradoras, quando parâmetros internacionais indicam que deveria ser pelo menos o triplo.

Como lembra Marco Antônio Lage, são fatos que reforçam o entendimento de que os municípios mineradores têm razões de sobra para exigir reparações, uma tributação mais justa e que a atividade minerária seja pautada pela responsabilidade ambiental, tudo isso com visão de longo prazo e o entendimento de que lidamos com recursos não renováveis. Nada afinal que devesse escapar ao radar de políticos e candidatos cujo discurso guarde afinidade com suas intenções.

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