Mineiros querem presentear mais no Dia das Crianças, mas gastar menos

Mais de 53% dos consumidores de Minas Gerais pretendem dar presentes às crianças no próximo dia 12 de outubro
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Mineiros querem presentear mais no Dia das Crianças, mas gastar menos
Pesquisa da FCDL-MG indica que valor médio do presente passou em 2026 para R$ 188,70, retração de 4,95% | Foto: Reprodução Adobe Stock / Zoran Jesic

O consumidor mineiro está disposto a oferecer presentes para os filhos no Dia das Crianças. Mas não necessariamente gastar com produtos caros. Pelo menos é o que diz o levantamento da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais (FCDL-MG). Os dados da pesquisa indicam que 53,3% das pessoas consultadas pretendem comprar presentes para a data, ante 43,9% no ano passado, um aumento de 21,4%.

E para agradar às crianças, os adultos tentarão ter uma estratégia de menos gastos. O estudo da FCDL indica que o valor médio previsto para as compras caiu de R$ 199,58 em 2025, para R$ 189,70 neste ano, uma retração de 4,95%.

“Isso (compras no Dia das Crianças) é um sinal claro de que o consumidor está retomando a confiança. Só que ele está disposto a comprar com cautela, que foi o que o tíquete médio mostrou. Por quê? Porque estamos num cenário econômico em que o ambiente político por trás das eleições ainda está em processo de definição. Isso gera desconfiança e o consumidor não sabe o que vem pela frente. Essas incertezas impactam a cautela dele. Ele quer comprar, mas pensa: ‘deixa eu me proteger, deixa eu usar minhas finanças com cuidado’”, explica o economista da FCDL-MG, Vinícius Carlos Silva.

Afeto na compra e praticidade

O Dia das Crianças entra no combo de datas que deixam o comércio feliz, ao lado da Black Friday e Natal. Mas somente Natal e o Dia das Crianças possuem apelo mais emocional, pois se quer agradar alguém, neste caso os pequenos. É nessa “onda” emocional que os lojistas se apoiam para obter bons resultados.

Todavia, racionalidade e praticidade também fazem parte do pacote para essas compras. A FCDL notou um comportamento relevante dos consumidores sobre a escolha dos canais de venda. Em 2025, 60% dos consumidores consultados apontavam as lojas físicas como preferência, enquanto apenas 8% indicavam o comércio eletrônico. Neste ano, a distância diminuiu significativamente: 43,8% pretendem comprar em lojas físicas e 37,5% em lojas virtuais. Outros 18,8% afirmam que utilizarão os dois canais.

“O Dia das Crianças vem para movimentar o comércio. É uma data de afeto, mas o consumo agora é marcado pela racionalidade e pela praticidade. Outra coisa muito interessante que a pesquisa mostrou é que o consumidor se dividiu de forma equilibrada entre a loja física e a loja digital na hora de comprar os presentes. Pela primeira vez, houve uma divisão tão equilibrada dos acessos. Isso mostra que o consumidor está, definitivamente, procurando o omnichannel” comentou Vinicius Carlos, da FCDL.

Estratégias de venda

Se mais de 50% dos mineiros pretendem dar presentes no Dia das Crianças, o lojista deve estar em busca de formas para atrair o comprador para levar um brinquedo, ou aquela lembrança para sua criança.

O economista da FCDL, Vinicius Carlos, alertou que para períodos como este, de alta movimentação, o lojista precisa entender a dinâmica da data e se preparar. E as estratégias devem ir além de belas vitrines.

“O lojista tem que estar preparado para esse cenário, que aumenta a cautela do consumidor com as finanças. Além de preço bom e produtos competitivos, ele precisa oferecer acesso pela loja física e pela loja digital, estando presente na rede, para conseguir bons resultados nas vendas” comenta o economista.

Vende mais

Como era previsto os brinquedos concentram 60,5% das intenções de compra e permanecem como a principal escolha para a data. Na sequência aparecem roupas (23,3%), chocolates (9,3%) e calçados (7%).

Crédito na frente

Na hora de pagar, o cartão de crédito será a principal opção, citado por 53,1% dos consumidores. O Pix aparece em segundo lugar, com 28,1%, seguido pelo cartão de débito, com 12,5%. Boleto e crediário representam 3,1% cada.

Orçamento ainda limita parte dos consumidores

Apesar do crescimento da intenção de compra, 46,7% dos entrevistados afirmam que não pretendem presentear no Dia das Crianças. Entre eles, 60,7% dizem não ter crianças para presentear, enquanto 32,1% apontam motivos financeiros e 7,1% afirmam não ter o costume de comprar presentes na data.

Sobre o autor

Anderson Gonçalves

Jornalista desde 2002, especialista em Projetos Editoriais e campanhas políticas. Desde 2025 é repórter de economia e negócios no Diário do Comércio.


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