Taxa de desocupação em Minas fecha 2018 com queda

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Taxa de desocupação em Minas fecha 2018 com queda
Em Minas Gerais, 74,5% dos trabalhadores tinham carteira assinada - Foto: Pedro Ventura/Agência Brasil.

A taxa de desocupação em Minas Gerais encerrou o último trimestre do ano passado em 9,7%, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado do Estado foi inferior ao estimado para o País, que chegou a 11,6%, permaneceu estável em relação ao trimestre anterior e apresentou queda de 1 ponto percentual sobre a mesma época de 2017.

De acordo com o levantamento, a força de trabalho no Estado foi composta por aproximadamente 11,2 milhões de pessoas no fim de 2018. O total de pessoas ocupadas no quarto trimestre foi estimado em 10,1 milhões e o de desocupadas chegou a 1,1 milhão, no mesmo período. Com os resultados, os números de ocupados e desocupados foram mantidos estatisticamente em relação ao terceiro trimestre do exercício passado.

Em relação ao quarto trimestre de 2017, o total de pessoas desocupadas apresentou redução de 9,2%, o que correspondeu a 109 mil pessoas a menos nessa condição, enquanto o total de ocupados não apresentou variação estatisticamente significativa.

Gênero – Vale destacar ainda, conforme o IBGE, que do total de 1,1 milhão de pessoas desocupadas em Minas, 48,1% eram homens e 51,9%, mulheres. Assim, as mulheres representaram mais da metade da população desocupada no Estado no fim de 2018. A taxa de desocupação entre as mulheres no quarto trimestre foi de 11,1%, permanecendo superior à observada para os homens, que foi de 8,5%.

Além disso, a população ocupada em Minas Gerais durante o último trimestre do ano passado, estimada em 10,1 milhões de pessoas, era composta por 68,1% de empregados (incluindo empregados do setor público e trabalhadores domésticos), 5,3% de empregadores, 24,1% de pessoas que trabalharam por conta própria e 2,5% de trabalhadores familiares auxiliares.

No setor privado mineiro, exclusive trabalhadores domésticos, 74,5% dos empregados tinham carteira de trabalho assinada, enquanto no País eram 74,1%. Em relação ao trimestre anterior, foi estimada queda de 7,9% do número de empregados do setor privado sem carteira de trabalho assinada, enquanto o total de empregados com carteira foi mantido. Por outro lado, o número de pessoas trabalhando por conta própria apresentou aumento de 4,4%.

Na variação anual, destaca-se o crescimento de 5,6% do número de pessoas trabalhando por conta própria, não sendo estimadas variações estatisticamente significativas no número de empregados do setor privado, com ou sem carteira.

Por fim, o rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas em Minas Gerais foi estimado em R$ 1.933 no quarto trimestre de 2018, não apresentando variação estatisticamente significativa em relação aos dois trimestres de comparação. Já a massa de rendimentos reais habitualmente recebidos em todos os trabalhos pelos ocupados no Estado atingiu R$ 19,1 bilhões no quarto trimestre, apresentando estabilidade.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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