Agronegócio

Agronegócio de Minas Gerais alcança US$ 19,8 bilhões em 2025 e consegue novo recorde

Café foi o produto do agronegócio de Minas Gerais que mais contribuiu com a balança positiva nas exportações
Agronegócio de Minas Gerais alcança US$ 19,8 bilhões em 2025 e consegue novo recorde
Minas Gerais é responsável por 77% do café que é exportado do Brasil para os Estados Unidos | Foto: Divulgação Emater

O agronegócio de Minas Gerais está em celebração. As exportações de 2025 alcançaram o valor recorde de US$ 19,8 bilhões. O valor confirma o bom desempenho dos meses anteriores, o que gerou um ótimo fechamento de ano e o melhor resultado das vendas externas dos produtos agropecuários de toda a série histórica, realizada desde 1997. O café foi o grande destaque, sendo o produto mais comercializado pelo setor. O desempenho robusto ajudou a manter o agro mineiro como o principal setor exportador do Estado.

No acumulado de janeiro a dezembro, a receita teve acréscimo de 15,5%, na comparação com o mesmo período de 2024. Os embarques de produtos agropecuários de Minas Gerais representaram 43,5% da pauta mineira de exportação. Já o volume apresentou queda de aproximadamente 5%, com o embarque de 16,2 milhões de toneladas.

Segundo o secretário-adjunto de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, João Ricardo Albanez, o agronegócio mineiro é uma força econômica para o Estado, sendo fonte geradora de emprego, renda e alimentos de qualidade para o Brasil e o mundo.

“O desempenho foi tão significativo que Minas Gerais foi o Estado que mais cresceu nas vendas externas do segmento entre os principais estados exportadores, mesmo num cenário econômico mundial de adversidades e barreiras tarifárias, ficando em terceiro lugar entre os estados exportadores de produtos agropecuários”, destaca.

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Diversidade

O mix de produtos agropecuários vendidos para fora do Estado teve alta diversidade, com 650 tipos de produtos comercializados, que foram enviados para 178 países. Os principais destinos foram China (US$ 4,6 bilhões), Estados Unidos (US$ 1,9 bilhão), Alemanha (US$ 1,8 bilhão), Itália e Japão (US$ 1 bilhão, cada).

O secretário-adjunto ressalta que houve um crescimento na diversidade, ampliando os mercados para outros produtos típicos do Estado. “Além das tradicionais cadeias produtivas exportadoras como o café, soja, carnes e produtos florestais e do setor sucroalcooleiro, tivemos bons resultados com mel, queijos e até doce de leite”, comenta.

Café em destaque

O bom desempenho do café, carro-chefe das exportações do agro mineiro, foi fundamental. A redução dos estoques dos principais países produtores e os prêmios crescentes para cafés especiais impulsionaram a cotação na bolsa, influenciando o cenário de comercialização.

Em 2025, o café alcançou US$ 11,4 bilhões, respondendo por 57,2% do valor total exportado do agro mineiro. O volume embarcado foi de 27,4 milhões de sacas. O sucesso da cultura cafeeira é vistoso, pois o setor foi um dos que sofreu com o “tarifaço” imposto pelos EUA a produtos brasileiros.

Queda na renda da soja

O complexo soja (grão, farelo e óleo) registrou quedas de 9,8% na receita e de 1,2% no volume em 2025. O resultado somou US$ 2 bilhões e 4,7 milhões de toneladas.

Complexo sucroalcooleiro

O complexo sucroalcooleiro apresentou retração de 20% em relação ao ano anterior. A receita alcançou US$ 2 bilhões e 4 milhões de toneladas.

Carnes

O segmento das carnes (bovina, suína e de frango) registrou o maior valor exportado da série histórica, alcançando US$ 1,85 bilhão e consolidando o melhor desempenho já observado para o setor. Já o volume ficou em 513 mil toneladas.

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Foto: Amanda Perobelli/Reuters

Outros produtos

Queijos e doce de leite garantiram a liderança de Minas Gerais nas exportações desse segmento frente a outros estados. Os dados demonstram não apenas crescimento em receita, mas uma reconfiguração qualitativa do posicionamento internacional dos derivados mineiros, especialmente queijos e doce de leite, produtos que carregam em sua essência a identidade cultural do Estado. Os queijos alcançaram US$ 10 milhões e a receita do doce de leite somou US$ 838 milhões.

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