Agronegócio

APL Jabuticaba de Cachoeira do Campo busca valorizar o fruto e impulsionar a economia

Arranjo Produtivo Local contempla distritos ou localidades de Ouro Preto, como Cachoeira do Campo, São Bartolomeu, Santo Antônio do Leite, Glaura, Acuruí e Córrego do Bação
APL Jabuticaba de Cachoeira do Campo busca valorizar o fruto e impulsionar a economia
O APL Jabuticaba busca formalizar e impulsionar a economia da fruta e seus derivados | Foto: Debora Magalhães / Agência Minas

A jabuticaba tem um papel de destaque no entorno de Ouro Preto, na região Central de Minas Gerais. A fruta transcende o aspecto gastronômico sendo símbolo de memória afetiva, tradição familiar e identidade territorial. A produção local, predominantemente familiar e artesanal, é também um pilar econômico para a região. Diante da importância e do potencial de desenvolvimento, a região se organizou e foi reconhecida oficialmente como Arranjo Produtivo Local (APL) Jabuticaba de Cachoeira do Campo pelo Governo de Minas Gerais. A iniciativa busca formalizar e impulsionar a economia da fruta e seus derivados na região.

O APL abrange Cachoeira do Campo, São Bartolomeu, Santo Antônio do Leite, Glaura, Acuruí e Córrego do Bação, todos são distritos ou localidades de Ouro Preto. Conforme o estudo que deu base ao requerimento para o reconhecimento do APL existem, aproximadamente, 75 empreendimentos diretos ligados à cadeia da jabuticaba, incluindo produtores, transformadores artesanais, agroindústrias familiares e empreendimentos turísticos.

O APL está conectado a setores como turismo, cultura, gastronomia, economia criativa, serviços e comércio, gerando empregos diretos e indiretos em todos esses segmentos. Conforme o diretor de APL e cooperativismo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), Fernando Abreu, o reconhecimento da região como um APL promoverá o fortalecimento da economia local e vem para valorizar a produção da jabuticaba, conhecida como a “pérola negra” de Cachoeira do Campo.

“Nos últimos anos, houve muitas articulações na região para organizar e estruturar uma governança. Foi criada uma associação que conduziu um trabalho de pesquisa onde foram levantados dados sobre a produção, potencial, empregos, importância social e econômica para que a região fosse reconhecida como um APL”, conta.

Ainda conforme Abreu, o reconhecimento da região como um APL traz vantagens importantes que podem promover o desenvolvimento, como a possibilidade de melhor aproveitamento das políticas públicas, representatividade diante do poder público, do mercado e de entidades representativas. Além disso, com o APL, as compras e as ações mercadológicas passam a ser em conjunto, sendo mais vantajosas para todos os envolvidos.

Com o reconhecimento do APL, o próximo passo será a busca pela Indicação Geográfica (IG), registro concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) que fortalece a identidade e valoriza produtos típicos. O reconhecimento da IG garante um selo de autenticidade ao produto, identificando a origem e certificando a qualidade.

Conforme Abreu, a Samarco e a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Minas Gerais (Federaminas) estão envolvidas no processo de busca pela Identificação Geográfica (IG) da jabuticaba de Cachoeira do Campo. Na construção do projeto foram investidos cerca de R$ 300 mil.

“O reconhecimento da região como um APL ajudará muito no processo de conquista da IG, isso pela governança organizada que irá administrar a marca e a representatividade. O processo da IG para a jabuticaba já está em andamento, com marca e logo já desenvolvidos. É um processo lento para a aprovação no INPI, mas os produtores e entidades estão avançando bem”, diz.

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