Liberações do crédito rural crescem 13% em Minas Gerais

Nos primeiros seis meses da safra 2023/24 foram desembolsados R$ 33,82 bilhões para os produtores mineiros

9 de fevereiro de 2024 às 18h24

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Em dezembro, a cultura que mais demandou recursos foi o café com desembolso de R$ 661,96 milhões | Crédito Divulgação Seapa

As liberações do crédito rural continuam em alta em Minas Gerais. Nos primeiros seis meses do Plano Safra 2023/24, os produtores do Estado demandaram R$ 33,82 bilhões, superando em 13% o montante desembolsado em igual intervalo da safra passada. Com o volume, a demanda de Minas Gerais respondeu por 13% do total liberado para o País, valor este que somou R$ 252,25 bilhões e ficou 17% maior.  

De acordo com os dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a aprovação de contratos chegou a 155.953 unidades na safra atual, número 9% superior aos 142.666 registrados entre julho e dezembro de 2022.

Do total de R$ 33,82 bilhões liberados para Minas Gerais, R$ 24,05 bilhões foram para a agricultura, resultando assim, em um aumento de 13% se comparado com o mesmo período de 2022.

Para a pecuária, os recursos somaram R$ 9,77 bilhões, encerrando o primeiro semestre da safra com alta de 13%.

Produtores de Minas Gerais demandam mais recursos do crédito rural para o custeio da safra

Em Minas Gerais, assim como nas safras anteriores, o maior volume de recursos do crédito rural é demandado para o custeio da safra. Os valores são alocados para cobrir as despesas normais dos ciclos produtivos.

Nos primeiros seis meses da safra, foram R$ 20,5 bilhões destinados ao custeio da produção agrícola e pecuária no Estado. Assim, o valor superou em 11% os desembolsos feitos entre julho e dezembro de 2022, que era de R$ 17,9 bilhões. No período, a aprovação de contratos cresceu 8%, somando, então, 76.387 liberações. 

Para a agricultura, os recursos de custeio já chegam a R$ 13,3 bilhões, o que significa uma expansão de 10% frente aos R$ 12,05 bilhões registrados em igual período da safra anterior. A aprovação de contratos somou 45.935 unidades, 11% a mais.

Em dezembro, a cultura que mais demandou recursos foi o café, com desembolso de R$ 661,96 milhões. Em seguida, veio o milho, com um valor de R$ 196,51 milhões. Para o alho, o valor chegou a R$ 97,21 milhões; seguido pela soja, R$ 96,7 milhões, e cana-de açúcar, R$ 51,76 milhões.  

Também houve alta nos valores para custeio da pecuária mineira. Ao todo, foram R$ 6,75 bilhões desembolsados no primeiro semestre da safra 2023/24, variando, então, 14%. O número de produtores em busca de crédito de custeio também aumentou, 2%,com 30.452 contratos aprovados. 

Dentre os produtos, a produção de bovinos buscou R$ 769,72 milhões em crédito; a de suínos, R$ 37,98 milhões, e a avicultura, R$ 16,75 milhões. 

Demais linhas do crédito rural

Em Minas Gerais, os desembolsos do crédito rural para a linha de investimento cresceram 3%. Ao todo, as liberações para o Estado chegaram a R$ 6,89 bilhões. Do total, R$ 4,4 bilhões foram para investimentos na agricultura, resultando, assim, em um valor 3% menor. Foram aprovados 32.030 contratos, alta de 3%.

A pecuária demandou R$ 2,49 bilhões da linha de investimento, volume de crédito que ficou 15% maior que os R$ 2,16 bilhões liberados nos primeiros seis meses da safra 2022/23. A aprovação de contratos subiu 13%, encerrando, assim, com 44.455 unidades.

No Estado, a demanda pelos recursos da linha de comercialização apresentou elevação de 36% nos primeiros seis meses da safra, somando R$ 4,87 bilhões. A agricultura foi a que buscou maior volume de recursos para comercialização da safra. Para o setor, as liberações do crédito rural somaram R$ 4,73 bilhões, superando, assim, em 37% os resultados de igual período da safra anterior. A aprovação de contratos, 2.785, registrou variação positiva de 62%.

Já na pecuária, a demanda pelos recursos da linha de comercialização recuou 9% e encerrou o período em cerca de R$ 140 milhões. A liberação de contratos caiu 18%, somando, assim, 127 unidades aprovadas.

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