Exportações de carne suína de Minas crescem quase 30% e atingem maior patamar em dez anos
Minas Gerais foi o quinto estado que mais exportou carne suína no País, excluindo embutidos, sendo o que registrou maior crescimento no acumulado de 2025, de 29,30%, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Ao longo do ano, o Estado foi responsável pela venda de 37,5 mil toneladas, ou seja, 2,51% de tudo que o Brasil enviou ao exterior.
A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG) afirma que este ano foi o de maior patamar exportado pelo Estado nos últimos 10 anos.
Já a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg) divulgou o levantamento de janeiro a novembro de 2025 – o acumulado do ano ainda não foi fechado. O resultado aponta que, no período, o Estado exportou 28,2 mil toneladas de carne suína, superando o levantamento de 2024, quando foram vendidas mais de 25,3 mil toneladas.
“Esse desempenho está diretamente ligado à evolução da produção. No acumulado dos três primeiros trimestres de 2025, Minas Gerais apresentou crescimento de 12,86% na produção de carne suína, percentual significativamente superior à média nacional, que ficou em 6,13%, e também acima de Santa Catarina, maior produtor do País, que cresceu 2,53% no mesmo período”, afirmou a gerente executiva da Asemg, Bianca Costa.
A perspectiva da Asemg é de que, em 2026, haja queda no preço da carne, mas que, ainda assim, deve seguir acima do que é gasto para produção, aponta o consultor de mercado, Alvimar Jalles.
“Há boas chances de termos um preço médio em 2026 abaixo de 2025 mas, ainda assim, acima do custo de produção, considerando que as safras e oferta de grãos estão confortáveis”, comentou Jalles.
Cenário reforçado por Bianca Costa, que destaca que “o setor suinícola mineiro entra em 2026 com equilíbrio econômico e previsibilidade”.
Exportação nacional de carne suína
O Brasil também registrou bons números na exportação de carne suína em 2025. Dados da ABPA mostram que mais de 1,5 milhão de toneladas do produto foram vendidos para o mercado internacional, o que configura um recorde histórico para o setor. O volume é 11,6% superior ao registrado em 2024.
A entidade acredita que, com os números apresentados, o País deve superar o Canadá como terceiro maior exportador de carne suína do mundo. Entre os principais compradores estão, em sua maioria, países do Leste Asiático.
“Houve uma mudança significativa no tabuleiro dos destinos de exportação. As Filipinas se consolidaram como maior importadora da carne suína do Brasil, e outros mercados, como Japão e Chile, assumiram protagonismo entre os cinco maiores importadores”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
Os filipinos foram responsáveis pela importação de quase 393 mil toneladas de carne suína brasileira, em 2025, aumento de 54,5% em relação a 2024. Em seguida, vieram China (159,2 mil toneladas); Chile (118,6 mil/t), Japão (114,4 mil/t) e Hong Kong (110,9 mil/t).
Ouça a rádio de Minas