Safra de grãos em Minas Gerais é estimada em 18,8 milhões de toneladas
A produção de grãos, em Minas Gerais, segue em crescimento. Conforme o 5º Levantamento da Safra de Grãos, elaborado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na safra 2025/26, a estimativa é colher 18,8 milhões de toneladas, representando, assim, um aumento de 2,3% frente à safra anterior. Neste ano, a alta vem do incremento na área, enquanto a produtividade tende a ficar estável. Dentre os grãos, apesar da previsão de queda de 2,2%, a soja segue liderando em volume de produção, com perspectiva de 8,9 milhões de toneladas.
Os dados da Conab mostram que a área de cultivo da safra de grãos mineira alcançará 4,39 milhões de hectares, alta de 2,3%. Já a produtividade ficará estável, alcançando 4,2 toneladas por hectare.
Conforme o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos, as condições climáticas atrasaram o plantio da safra, mas, no momento, estão um pouco mais favoráveis, graças a regularização das chuvas, e têm contribuído para o bom desempenho da safra de grãos.
“Janeiro foi marcado por chuvas regulares e suficientes para o armazenamento hídrico do solo. No geral, os níveis de umidade do solo foram suficientes para o desenvolvimento das lavouras de grãos. De março a maio, as chuvas serão fundamentais para o estabelecimento da segunda safra e do potencial produtivo. A previsão é de chuvas consistentes em março, o que será bom para o milho. Já em abril, começa a redução das chuvas e, em maio, com a estação seca bem definida, o volume será ainda menor”, explica.
Apesar da queda, produção de soja é a maior de Minas Gerais
Dentre os grãos produzidos em Minas Gerais, a maior produção será de soja. A estimativa da Conab aponta para uma safra de 8,9 milhões de toneladas, portanto, uma queda de 2,2% frente à safra de grãos 2024/25.
No caso da soja, que tem maior liquidez e preços mais rentáveis, houve um aumento da área de cultivo de 1,1%, somando 2,34 milhões de hectares. O atraso das chuvas reduziu a produtividade, que está estimada em 3,8 toneladas por hectare, 3,3% menor que na safra anterior.
“Houve atraso na implementação da cultura pela irregularidade das precipitações, porém, o desenvolvimento das lavouras está favorável, em função das chuvas em janeiro”, destaca Vasconcellos.
Safras de milho, feijão e algodão crescem
No Estado, o segundo maior volume de grãos produzidos vem da cultura do milho, que ao contrário da soja, terá crescimento na safra 2025/26. Somando as duas safras, a expectativa é que a safra de milho alcance 7,1 milhões de toneladas, com aumento de 8,4%.
Para a primeira safra, a produção de milho será de 4,4 milhões de toneladas, volume 14,7% maior. A área plantada, 650 mil hectares, cresceu 5,1%. Haverá também alta na produtividade, 9,1%, com a colheita de 6,7 toneladas por hectare. A colheita da safra já foi iniciada.
Para a segunda safra, a estimativa é colher 2,7 milhões de toneladas de milho, com queda de 0,5%. A área tende a aumentar em 5,6%. Para a produtividade, a estimativa é de queda de 5,7%.
“A primeira safra de milho está em colheita e a está segunda sendo semeada agora. Na primeira safra o aumento na área cultivada é fruto da migração. Em algumas regiões, produtores trocaram o replantio da soja pelo milho, devido ao atraso. A gente não via este crescimento da área da primeira safra há algum tempo” detalha.
Conforme a Conab, no caso do feijão, a colheita total pode chegar a 499,7 mil toneladas, o que, se alcançado, será 8% maior. No grão, houve aumento de 0,2% na área de cultivo e de 7,7% na produtividade. Somente na primeira safra, a estimativa da Conab é que Minas produza 224,6 mil toneladas, superando em 9,5% o volume de igual ciclo do grão da safra passada.
Algodão
A produção mineira de algodão também segue com tendência de crescimento. Os dados da Conab apontam para um incremento de 3,1% na produção do grão, somando, assim, 113,8 mil toneladas de algodão em caroço. No ciclo produtivo, a área decresceu 6,4% e a produtividade tende a aumentar 10,2%. A produção de pluma pode atingir 81,5 mil toneladas, 3,2% a mais que a safra anterior.
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