Clima ajuda, produção de grãos cresce e chega a 19,08 milhões de toneladas em Minas Gerais
O clima favorável ao desenvolvimento das lavouras tem sido essencial para que Minas Gerais encerre a safra 2025/26 de grãos com crescimento. Conforme o 11º Levantamento da Safra de Grãos, produzido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Estado tem uma produção total estimada de 19,08 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 3,7% em relação à safra de 2024/25. Este ano, a alta vem tanto do crescimento da área plantada como da maior produtividade. Entre os grãos, o destaque foi o milho, segundo grão mais cultivado, atrás da soja, e cuja produção cresceu 9,8%.
Os dados da Conab mostram que a área cultivada geral somou 4,38 milhões de hectares, um aumento de 2% comparado ao ciclo anterior. Com o clima favorável, a produtividade de 4,3 toneladas por hectares, apresenta um incremento de 1,6%.
No Brasil, a Conab aponta para uma colheita de 360,8 milhões de toneladas, um incremento de 2,4%, o que representa um volume de 8,5 milhões de toneladas a mais que o volume colhido no ciclo passado.
Clima
O gerente de Levantamento e Avaliação de Safras da Conab, Fabiano Vasconcelos, ressalta que as condições climáticas permitiram o avanço da produção na safra 2025/26.
“Os dados do 11º levantamento vêm confirmando o crescimento da safra, especialmente, por condições climáticas favoráveis em boa parte das culturas. Tivemos o milho e a soja, na primeira safra, performando muito bem e, para segunda safra, um aumento de área, em que se pese uma redução nas produtividades médias, no milho e no sorgo”, reforça.
Em relação ao clima, Vasconcelos destaca que, ao longo de julho, o tempo seco contribuiu para a maturação e colheita da segunda safra, o que é normal para a época. Em agosto, a ausência de chuvas deve ser mantida, favorecendo a colheita.
Milho se destaca entre os principais grãos
Entre os principais grãos cultivados no Estado, a produção de milho se destacou. A safra 2025/26 será de 7,2 milhões de toneladas. Dessa forma, haverá incremento de 9,8% no volume total. A maior produção se deve à recuperação da produtividade, que mostra avanço de 6,5% e também ao aumento da área, 3,1%, somando 1,11 milhão de hectares.
A primeira safra de milho registrou alta expressiva. No período, Minas Gerais colheu 4,74 milhões de toneladas, alta de 23,4%. A área subiu 8,3% e a produtividade cresceu 14%, chegando a um rendimento médio por hectare de 7 toneladas.
Na segunda safra, a colheita do milho chegou a 2,48 milhões de toneladas, representando, assim, uma queda de 9,3%. O tempo mais seco impacta a produtividade quando comparada à de igual ciclo do ano passado, com o rendimento médio alcançando 5,5 toneladas. A área reduziu 3,8% e chegou a 447 mil hectares.
Conforme a Conab, a colheita da segunda safra do grão em Minas Gerais está ganhando ritmo. Os resultados são heterogêneos, com as lavouras irrigadas apresentando condições favoráveis, mas as de sequeiro no Noroeste e Triângulo Mineiro sendo prejudicadas pelo plantio fora da janela ideal, devido ao atraso na soja, e pela diminuição das chuvas. No Alto Paranaíba e Sul de Minas, o regime hídrico mais regular favoreceu a manutenção das expectativas.
Soja fica estável
No caso da soja, a produção estadual ficou praticamente estável, com pequena queda de 0,3% e Minas Gerais colhendo 9,15 milhões de toneladas da oleaginosa. A produtividade das lavouras chegou a 3,9 toneladas por hectare, representando, assim, queda de 1,4%. A área cultivada, 2,3 milhões de hectares, cresceu 1,1%.
A colheita, segundo o relatório da Conab, já foi concluída e o Estado encontra-se sob o vazio sanitário, que ocorre de 1º de julho a 30 de setembro, e tem como objetivo reduzir a presença da ferrugem asiática entre uma safra e outra.
Feijão registra alta de 17% na safra
Já a produção mineira de feijão, conforme o 11º Levantamento da Safra de Grãos, chegará a um total de 541 mil toneladas, representando, assim, uma alta de 17% frente ao ano anterior. Na primeira safra, a colheita somou 211 mil toneladas do grão, um aumento de 2,8%.

A segunda safra de feijão registrou aumento de 19,4% no volume, somando, assim, 177 mil toneladas. O terceiro ciclo, que é irrigado, tende a crescer 40,5%, somando 153,6 mil toneladas. O relatório da Conab destaca que as lavouras da terceira safra, majoritariamente irrigadas e concentradas no Noroeste, apresentam bom desenvolvimento. Os primeiros resultados têm surpreendido positivamente, com expectativa de produtividade bem superior à de 2024/25.
No momento do levantamento, as lavouras encontravam-se majoritariamente em fases de maturação e enchimento de grãos, com algumas parcelas de área já colhidas.
Algodão avança, enquanto sorgo perde produtividade
Expectativa positiva também para o algodão. Conforme a Conab, as lavouras apresentaram bom desenvolvimento, favorecidas por chuvas satisfatórias e pela participação de áreas irrigadas. A colheita está avançando e a expectativa é colher 114 mil toneladas de algodão em caroço, aumento de 3,33%. A produção de pluma está estimada em 81,3 mil toneladas. Houve aumento de 16,4% na produtividade.
Já no sorgo, a colheita está em andamento com confirmação de redução na produtividade (queda estimada de 6,6%) devido ao clima adverso e plantio tardio. No Triângulo Mineiro, a produtividade deve ficar abaixo de 3 toneladas por hectare, com muitos cachos “leves e chochos”. A produtividade média estadual gira em torno de 3,7 toneladas por hectare. A estimativa é colher 1,4 milhão de toneladas de sorgo, queda de 3,5%.
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