Economia

Abipesca prevê aumento de 100% nas exportações após decisão da Suprema Corte dos EUA

Impacto deverá ser mais relevante na cadeia produtiva da tilápia, um dos principais produtos da piscicultura nacional
Abipesca prevê aumento de 100% nas exportações após decisão da Suprema Corte dos EUA
Foto: Adobe Stock

A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) projetou, na tarde desta sexta-feira (20), um aumento de 100% nas exportações do setor para os Estados Unidos, e de 35% nas vendas externas totais, caso a decisão da Suprema Corte estadunidense, referente às tarifas aplicadas pelo presidente Donald Trump a diversos países, incluindo o Brasil, se confirme. A entidade declarou que vê com otimismo o novo cenário.

“A eventual consolidação da queda das tarifas representa uma oportunidade estratégica para o Brasil ampliar sua presença no mercado norte-americano. A Abipesca projeta, caso o novo cenário se confirme de forma definitiva, um aumento de até 100% nas exportações brasileiras de pescados para os Estados Unidos, além de um crescimento estimado de 35% nas exportações totais do setor”, informou, em nota.

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Tilápia deverá ser o pescado mais favorecido

De acordo com a associação, o impacto da decisão tende a ser especialmente relevante para a cadeia produtiva da tilápia, um dos principais produtos da piscicultura nacional. Segundo a entidade, a reabertura competitiva do mercado norte-americano pode gerar reflexos positivos a curto prazo, estimulando investimentos, ampliando a produção e fortalecendo toda a estrutura industrial e logística ligada ao segmento.

“Além do incremento comercial, o setor projeta efeitos diretos na geração de emprego e renda. A Abipesca estima que o novo ambiente comercial poderá possibilitar o resgate de mais de 5.000 postos de trabalho ainda neste ano, impulsionando a atividade econômica em diversas regiões produtoras do País”, completou.

Pescado brasileiro tem padrão sanitário internacional

Por fim, a Abipesca reforçou que o setor de pescados brasileiro possui padrão sanitário reconhecido internacionalmente, com capacidade produtiva instalada e competitividade suficientes para atender à demanda ampliada do mercado externo.

“A Abipesca seguirá acompanhando os desdobramentos regulatórios e diplomáticos, mantendo diálogo com autoridades brasileiras e norte-americanas para assegurar segurança jurídica, previsibilidade e expansão sustentável das exportações”, encerrou.

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