Aeroportos do interior de Minas transportaram mais de 260 mil pessoas no primeiro bimestre
Impulsionada pelo desenvolvimento de polos econômicos do interior, a aviação regional em Minas Gerais transportou mais de 260 mil passageiros no primeiro bimestre deste ano. Apesar da manutenção do crescimento geral, observa-se um contraste entre os terminais, com retração nos aeroportos de menor porte.
Em destaque, o aeroporto de Uberlândia, no Triângulo Mineiro movimentou 186.371 passageiros entre janeiro e fevereiro, um crescimento de 16% frente ao mesmo período do ano passado. Já a maior queda foi notada no aeroporto de Goianá, na Zona da Mata, que recuou 34,6%, saindo de 27.164 embarques para 17.769.
Os dados constam em relatório disponibilizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O terminal em Montes Claros, no Norte de Minas, também registrou retração na comparação interanual (-17,3%). O principal hub da região passou de 54.911 embarques no ano passado para 45.407 em 2026.
Também em retração, o aeroporto de Santana do Paraíso, no Vale do Aço, apresentou queda de 28,5% no número de passageiros no primeiro bimestre deste ano. O fluxo recuou de 25.651 para 18.347 embarques, evidenciando a perda de ritmo do terminal.
Mercado está otimista com pacote de investimentos
Para os próximos meses, a expectativa do mercado é que os números ampliem em função da expectativa de modernização dos terminais. Os aeroportos de Uberlândia e Uberaba (Triângulo Mineiro), além do terminal de Montes Claros, estão entre os contemplados no Plano de Investimentos em Ampliação e Modernização de Aeroportos, anunciado no ano passado pelo governo federal.
O projeto conta com R$ 5,7 bilhões em investimentos e busca ampliar a conexão das áreas produtivas do interior aos grandes centros. Do total, R$ 450 milhões devem ser destinados às operações do interior de Minas Gerais nos próximos três anos.
Os recursos serão alocados em diferentes frentes, que incluem ampliação, modernização e qualificação da infraestrutura para a reforma e ampliação de terminais prioritários no Estado e no País. O aporte também prevê intervenções nos aeroportos de Varginha, Salinas, Patos de Minas, Araxá, Ponte Nova, Pouso Alegre, Divinópolis, Governador Valadares e Santana do Paraíso.
Conjunto de estímulos à aviação no País resgata otimismo para o futuro
A expectativa é que os novos investimentos em infraestrutura reduzam os custos das companhias aéreas e, no longo prazo, aumentem a competitividade dos preços nas rotas regionais.
Nos próximos anos, o foco do setor também está na definição das regras da reforma tributária voltadas à aviação regional, ainda em debate no Congresso Nacional. A proposta envolve a criação de um conjunto de estímulos à aviação no País, incluindo linhas de crédito com condições favorecidas para a compra de aeronaves, condicionadas a compromissos das empresas, como a expansão da oferta de voos e a atuação em mercados menos atendidos.
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