Economia

Principais aeroportos do interior de Minas ultrapassam 1,8 milhão de passageiros em 2025

Uberlândia, no Triângulo Mineiro, se consolidou como o maior terminal fora do eixo metropolitano
Principais aeroportos do interior de Minas ultrapassam 1,8 milhão de passageiros em 2025
Aeroporto da Zona da Mata registrou queda de 31,3% na movimentação no ano passado | Foto: Divulgação AZM

A aviação regional em Minas Gerais encerrou o ano de 2025 transportando mais de 1,8 milhão de passageiros em aeroportos espalhados por diferentes localidades. Em destaque, Uberlândia, no Triângulo Mineiro, se consolidou como o maior terminal fora do eixo metropolitano, correspondendo por mais de 1 milhão de embarques.

Por outro lado, alguns municípios enfrentam desafios operacionais significativos, especialmente em decorrência de mudanças no setor aéreo nacional. Os dados constam em relatório divulgado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Maior cidade do interior do Estado, Uberlândia transportou 1,04 milhão de passageiros no último ano, um avanço de 2,5% frente ao acumulado em 2024. O desempenho é impulsionado pelo crescimento da cidade, pautado no agronegócio, na inovação e no setor de serviços.

Vale lembrar que o município atraiu mais de R$ 13 bilhões em investimentos privados no ano passado, com destaque para data centers, logística, agroindústria e construção civil. Com a economia pujante, o terminal local receberá investimentos para ampliar a capacidade operacional, ampliando as expectativas de avanços ao longo de 2026.

Montes Claros, no Norte de Minas, aparece logo em seguida, transportando 347,7 mil pessoas em 2025, mantendo estabilidade (0,1%) frente ao ano anterior. O terminal mineiro, impulsionado pela força econômica do município, também se posiciona como um ponto estratégico de conexão, especialmente para a Capital e o estado de São Paulo.

Em contraste, o aeroporto em Goianá, na Zona da Mata, viu o movimento despencar 31,3%, encolhendo de 193 mil para 132,7 mil passageiros em apenas um ano. O cenário semelhante atingiu Uberaba (Triângulo) e Santana do Paraíso (Vale do Aço), que registraram quedas de 21,8% e 21,1% respectivamente.

O resultado levanta hipóteses sobre uma possível migração de demanda para outros aeroportos do interior de Minas Gerais, além do forte impacto do fim de operação da Voepass, que atendia algumas localidades. A expectativa, a partir deste ano, é que outras operações possam suprir a lacuna deixada pela companhia, que encerrou atividades após descumprir exigências de segurança da Anac.

Rotas entre interior mineiro e São Paulo movimentaram mais de 690 mil passageiros

Em 2025, nas rotas intermunicipais (que ligam cidades dentro de Minas), a Azul e a Azul Conecta somam 99% de participação, reforçando a estratégia de capilaridade da empresa. Para 2026, a expectativa é que companhias, como a Latam, possam entrar no mercado e diversificar as possibilidades para quem trafega pelo Estado.

Já na análise interestadual, o relatório da Anac revela que o Triângulo Mineiro opera em uma frequência diferente se comparada ao restante do Estado, com ponte aérea voltada para o eixo paulista. Somadas, as rotas entre aeroportos de Uberlândia para Guarulhos, São Paulo (Congonhas) e Campinas movimentaram mais de 690 mil passageiros, um volume que supera destinos dentro de Minas Gerais, como Confins.

Por outro lado, para o Norte e o Vale do Aço, Belo Horizonte continua sendo a rota de sobrevivência e conectividade. Montes Claros e Santana do Paraíso têm em Confins o principal destino, registrando 159,8 mil e 129 mil passageiros, respectivamente. No entanto, rotas que ligam Montes Claros a Guarulhos seguem avançando e transportaram, no último ano, cerca de 106 mil pessoas.

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