Economia

Aliança Energia planeja aportes de R$ 300 mi

Empresa mineira atua no mercado de geração e comercialização e tem empreendimentos no Estado, RN e CE
Aliança Energia planeja aportes de R$ 300 mi
Projeto Icapui, no Ceará, foi último empreendimento finalizado pela Aliança Energia; próximo desafio é parque eólico no RN | Crédito: Aliança Energia Divulgação

Com atuação no mercado de geração e comercialização de energia elétrica, a mineira Aliança Energia prevê investimentos de R$ 300 milhões neste ano, segundo o diretor e gerente de Implantação na Aliança Energia, Carlos Henrique Afonso. O desafio para 2023 é a conclusão do terceiro projeto eólico, o Complexo Acauã (109,20 MW), no Rio Grande do Norte.

De acordo com Afonso, o projeto está na fase de montagem dos aerogeradores 4.2WEG e as edificações do BOP elétrico e civil, que contemplam linha de transmissão, rede média tensão, subestação e BAY (ampliação de subestação existente), estão mais de 95% concluídas. “O complexo eólico entrará em operação comercial por projeto, ou seja, parque Eólico, com previsão de operação plena em novembro de 2023”, conta. Os investimentos no Rio Grande do Norte, que são com recursos próprios, são da ordem de R$ 730 milhões.

O empreendimento terá capacidade para atender ao consumo de 840 mil pessoas ou 270 mil residências. Foram gerados 1.000 empregos, entre diretos e indiretos. “Passamos um pouco do pico de empregos, hoje são 450 pessoas diretas”, diz.

A companhia, sediada em Belo Horizonte, conta com capacidade total instalada de 1.257 MW obtidos por meio de sete usinas hidrelétricas em operação em Minas Gerais, entre elas Funil e Aimorés, além do Complexo Eólico no Ceará, o mais recente investimento concluído pela empresa. A geração solar não é descartada pela empresa e, de acordo com Afonso, há estudos de prospecção e viabilidade de projetos para implantação híbrida nas centrais eólicas.

Conclusão

A Central Eólica Gravier, localizada em Icapuí, no Ceará, iniciou a geração de energia de todos os 17 aerogeradores na última semana de 2022. Com o acréscimo de 71,4 MW de capacidade instalada, equivalente ao consumo de 550 mil pessoas ou 180 mil residências. O investimento foi da ordem de R$ 400 milhões.

A implantação do empreendimento começou em 04 de janeiro de 2020 e a operação plena ocorreu em 30 de dezembro de 2022. Durante a fase de implantação da central eólica foram gerados mais de 600 empregos diretos, sendo a grande parte dos colaboradores da região, conforme o gerente de Usinas Eólicas e Solares, Christian Maciel Luz.

Carlos Henrique Afonso, que também é diretor administrativo de Gravier, explica que a escolha de Ceará para o investimento se deve ao fato de a região ser propícia para geração de energia eólica, que já equivale a 41,5% da energia consumida no Estado. “Além disso, a Aliança Energia já opera no mesmo município o Complexo Eólico Santo Inácio (CESI), que completou cinco anos de operação em dezembro de 2022. O fato de já ter um empreendimento operando viabilizou a estruturação e implantação do novo projeto”, diz.

A energia elétrica produzida em Gravier será interligada ao Sistema Interligado Nacional – SIN, por meio de subestação (SE) da CHESF, Mossoró IV, via linha de transmissão de 230 kV de nove km. Com a entrada em operação dessa usina, a Aliança Energia soma 1.328 MW de capacidade instalada, sendo 170,1 MW em Icapuí.

Para o gerente de Engenharia da Aliança Energia, Marcos Liberato do Nascimento, a materialização da Central Gravier representa um marco histórico para a empresa. “O projeto foi idealizado, desenvolvido e estruturado pela equipe própria da companhia, o que muito nos orgulha”, ressalta.

Complexo solar será instalado no município mineiro de Paracatu com aporte de R$ 1,1 bi | Crédito: Solar1 Divulgação

BNDES aprova financiamento para Minas Gerais e Bahia

O BNDES aprovou financiamentos no valor de R$ 3,5 bilhões para a implantação de dois complexos eólicos e um solar e as respectivas linhas de transmissão, na Bahia e em Minas Gerais. A capacidade instalada será de 1,5 GW com investimentos totais alcançando R$ 10,6 bilhões. A participação do banco ocorrerá por meio do programa BNDES Finem.

A energia gerada será equivalente à necessária para atender cerca de 2,6 milhões de residências. Com isso serão evitadas emissões superiores a 8,6 milhões toneladas de CO2. Os empreendimentos contribuem para o aumento da capacidade instalada em energias renováveis e para o desenvolvimento do mercado livre de energia no país.

O Complexo Eólico Serra do Assuruá, implementado pelo Grupo Engie, está localizado no município de Gentio do Ouro (BA). É composto por 24 parques eólicos com 188 aerogeradores da Vestas. Sua capacidade instalada total é de 846 MW. Com um empréstimo do BNDES de R$ 1,5 bilhão, o empreendimento tem previsão de entrada em operação comercial, de forma escalonada, a partir de julho de 2024 até junho de 2025.

O Complexo Eólico Novo Horizonte, do Grupo Pan American Energy, localizado nos municípios baianos de Novo Horizonte, Boninal, Brotas de Macaúbas, Ibitiara, Oliveira dos Brejinhos e Piatã, é formado por 10 parques eólicos, dos quais oito receberão apoio de R$ 900 milhões do BNDES para implantação. O empreendimento somará investimentos de R$ 3 bilhões, com uma capacidade instalada total de 423 MW.

O Complexo Solar Boa Sorte, do Grupo Atlas, será composto por oito usinas fotovoltaicas. Está localizado no município mineiro de Paracatu. O apoio do banco será de R$ 1,1 bilhão. O escopo do projeto também engloba a instalação de sistema de supervisão, segurança, controle, monitoramento local e remoto, assim como sistemas de comunicações. O complexo contará com mais de 778 mil painéis solares. A data prevista para o início da operação comercial é janeiro de 2025. (ABr)

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