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Anglo American planeja substituir barragem em MG

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A Anglo American deve adotar o processo de filtragem a seco para a disposição de rejeitos | Crédito: Divulgação

Para além dos US$ 1,3 bilhão da fase 3 do Sistema Minas-Rio, em Conceição do Mato Dentro, no Médio Espinhaço, que visam à operação e manutenção do projeto, bem como melhorias em segurança e o aumento da produção, nos próximos cinco anos, a Anglo American também já trabalha no desenvolvimento de soluções alternativas para a disposição de rejeitos. Embora a barragem, construída em método a jusante, tenha passado por alteamentos recentemente e opere em plena segurança e consonância com a legislação, a mineradora pretende substituí-la, no futuro, pelo processo de filtragem a seco.

A informação é do CEO da subsidiária brasileira, Wilfred Bruijn. Segundo ele, trata-se de um projeto para daqui cinco a dez anos, uma vez que a barragem tem uma vida útil bastante longa e funciona ainda como reservatório da água de recirculação da planta. “Estamos intensificando os estudos para uma solução de filtragem a seco. Ainda é cedo para falarmos em investimentos, mas não é um projeto barato, pois inclui grandes filtros, processa grandes volumes e temos que realizar estudos minuciosos de onde colocar a pilha. Se tudo correr bem, talvez tenhamos o modelo na primeira planta antes mesmo dos cinco anos”, diz.

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Enquanto isso, a mineradora segue investindo na operação e manutenção do sistema. Para 2021 estavam previstos de US$ 200 milhões a US$ 250 milhões e, até o sexto mês foram investidos US$ 180 milhões, montante que deverá chegar a US$ 220 até o fim do exercício.

A produção de minério de ferro no Minas-Rio, no primeiro semestre de 2021, foi de 11,4 milhões de toneladas. Embora represente redução de 9% na comparação com o mesmo período de 2020, quando foram produzidos 12,6 milhões de toneladas, a expectativa para o restante do ano é crescente. É que a performance foi impactada por manutenções não planejadas na planta de beneficiamento, já concluídas.

“O Minas-Rio vem consolidando seu processo de ramp-up rumo ao volume nominal de produção de 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro ao ano. Esse ano devemos ficar entre 24 e 25 milhões de toneladas e no ano que vem dar mais um salto”, afirma o executivo.

Com o resultado, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) alcançou US$ 1,877 bilhão, crescimento recorde de 135% ante igual período do ano anterior (US$ 799 milhões). Conforme Bruijn, os números refletem os preços mais altos do minério de ferro e a forte valorização do dólar.

Para se ter uma ideia, o preço médio do minério de ferro realizado do primeiro semestre, de U$ 200 dólares por tonelada (FOB Brasil), foi maior que o índice Metal Bulletin 66, de U$ 165 dólares por tonelada (FOB Brasil), refletindo a qualidade do produto incluindo maior conteúdo de ferro (cerca de 67%).

“O mundo das commodities tem dado uma reviravolta e nos permitiu um bom semestre. Durante toda a pandemia temos observado esse movimento e agora, com alguns países se recuperando mais fortemente, a demanda segue crescente e quando olhamos para frente não enxergamos grandes novos projetos que venham a equilibrar a oferta e a demanda. Por isso, os preços devem permanecer fortes ainda por um tempo”, afirma.

Nas unidades de níquel da empresa no Brasil, localizadas em Goiás, o Ebitda saiu de US$ 64 milhões no primeiro semestre do ano passado para US$ 135 milhões em igual período deste ano. O avanço de 111% no período também reflete os maiores preços realizados do níquel no mercado. Nas unidades, a produção do semestre foi de 20,7 mil toneladas e as expectativas para 2021 são de produzir entre 42 mil toneladas e 44 mil toneladas em 2021.

Investimentos

Os  investimentos institucionais da Anglo American somaram um valor superior a R$ 128 milhões no Brasil entre 2018 e 2021. Em 2018, o valor investido foi de R$ 20,1 milhões; em 2019, de R$ 36,5 milhões; e em 2020, de R$ 51,1 milhões. Já no primeiro semestre de 2021, os investimentos chegaram a R$ 20,1 milhões.

Os recursos foram investidos em áreas como saneamento, desenvolvimento da capacidade institucional, desenvolvimento da comunidade, educação e treinamento; esporte, lazer, cultura, artes, turismo e patrimônio, além de meio ambiente; mobilidade urbana; saúde, bem estar e segurança pública.

Já quando consideradas ações internas e externas de combate e prevenção ao coronavírus no Brasil, a Anglo investiu mais de R$ 130 milhões.

Agora, a mineradora acaba de anunciar uma doação de US$ 100 milhões para apoiar o trabalho de sustentabilidade da Fundação Anglo American em âmbito global. A Fundação tem como foco acelerar o progresso dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODSs), especialmente em programas que capacitam mulheres, jovens e grupos vulneráveis nas comunidades anfitriãs da Anglo American nos diversos países onde operamos.

Em parceria com organizações sem fins lucrativos, públicas e privadas, a Fundação Anglo American apoia projetos de saúde, educação, economia, boa governança e ambientais alinhados com as metas do Plano de Mineração Sustentável da Anglo American, projetado para se alinhar com os ODSs.

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