Arrecadação do Estado registra alta de 4,96% em julho

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Arrecadação do Estado registra alta de 4,96% em julho
Crédito: Agência Brasil

Minas Gerais arrecadou R$ 4,970 bilhões em julho, 4,96% de alta frente ao recolhimento do mês anterior (R$ 4,735 bilhões). Na comparação com a arrecadação de idêntico mês do ano passado, quando os cofres recolheram R$ 4,775 bilhões, o crescimento foi de 4,08%. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Fazenda (SEF).

Com o desempenho do sétimo mês deste exercício, a arrecadação estadual totalizou R$ 38,121 bilhões nos primeiros sete meses de 2019, 8,17% a mais do que nos mesmos meses de 2018, quando o montante foi de R$ 35,240 bilhões. Mesmo descontando a inflação oficial do País no período – medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) -, que foi de 2,42%, o recolhimento no Estado cresceu, em termos reais, 5,75%.

Com a receita tributária, o recolhimento em Minas chegou a R$ 4,639 bilhões em julho, 3,94% maior do que o montante do mês imediatamente anterior (R$ 4,463 bilhões) e 4,36% superior aos R$ 4,445 bilhões de 2018. A arrecadação de tributos correspondeu a 93,3% do total do período.

Já quando considerado o acumulado de janeiro a julho deste ano, o recolhimento de receita tributária do Estado chegou a R$ 36,046 bilhões. Em relação ao valor recolhido com tributos em igual período um ano antes houve um aumento de 7,76%. Nos sete primeiros meses de 2018, a receita tributária somou R$ 33,448 bilhões. No acumulado de 2019, os tributos representaram 94,5% do total da arrecadação.

ICMS – O pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), o mais importante para os cofres públicos, totalizou R$ 4,195 bilhões em julho, com alta de 2,61% em relação a junho (R$ 4,088 bilhões). Na comparação com o total do mesmo mês do ano passado (R$ 4,022 bilhões), o crescimento chegou a 4,3%. Já no acumulado de janeiro a julho, atingiu R$ 28,926 bilhões contra R$ 26,877 bilhões na mesma época do ano passado.

Já o pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) somou R$ 175 milhões no mês passado. Sobre o valor recolhido no mês anterior (R$ 156 milhões), foi registrada elevação de 12%, conforme as informações da SEF. No confronto com igual período de 2018, porém, houve baixa, neste caso, de 5,4%, já que os recolhimentos do imposto somaram R$ 185 milhões.

Nos sete meses de 2019, o recolhimento do IPVA gerou receitas de R$ 4,959 bilhões. O montante é 7,3% maior que o dos sete primeiros meses de 2018: R$ 4,621 bilhões.

A cobrança dos débitos referentes à dívida ativa gerou o recolhimento de R$ 43 milhões no sétimo mês de 2019, 13% maior que os R$ 38 milhões de junho. Na comparação com o montante arrecadado no mesmo mês de 2018 (R$ 54 milhões), a queda foi de 20%. No ano, os recolhimentos da dívida ativa chegaram a R$ 276 milhões.

Governo deixa 17 estados sem selo para crédito

Brasília – A crise fiscal que atinge os governos regionais fez com que, neste ano, 17 estados não tenham direito a uma espécie de selo de bom pagador emitido pelo governo federal. Sem essa certificação, os governadores não têm direito a fazer empréstimos com garantia da União.

Relatório do Tesouro Nacional divulgado na quarta-feira (14) aponta ainda que outros seis entes que hoje possuem essa prerrogativa correm risco de perdê-la já no ano que vem.

A partir da avaliação das finanças estaduais, com análise de itens das receitas e despesas e levando em conta limites estabelecidos pela lei, o Tesouro emite a chamada nota da Capag (capacidade de pagamento).

Estados com notas A e B podem contrair empréstimos de bancos e outras entidades com garantia da União. O aval do governo federal viabiliza operações a juros mais baixos. Por outro lado, estados com notas C e D, pelo elevado risco de não honrarem suas dívidas, não ganham o mesmo benefício.

De acordo com o relatório divulgado na quarta, o único estado com nota A é o Espírito Santo. Dos nove estados com nota B, seis deles -Acre, Pará, Paraíba, Piauí, Paraná e São Paulo- apresentam chances altas de rebaixamento.

“Para esses Estados, faz-se necessário esforço maior em aumentar a receita e cortar gastos”, diz o documento.

Em relação ao ano passado, o único estado que melhorou a nota foi o Piauí, que passou de C para B. Outros dois, Amapá e Rondônia, caíram de B para C. As piores avaliações estão com Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, os três com nota D.

Os três estados passam por grave crise. O Rio de Janeiro já aderiu ao regime de recuperação fiscal, programa que permite uma suspensão de pagamento da dívida com a União em troca de medidas de ajuste. Minas e Rio Grande do Sul ainda negociam com o governo para também aderirem ao programa.

Reforma – O Tesouro ressaltou que a inclusão de estados e municípios na reforma da Previdência é “fundamental” para a retomada do equilíbrio fiscal dos entes. Originalmente, os governos regionais integravam a proposta do governo, mas acabaram sendo retirados do texto que já foi aprovado em dois turnos pela Câmara dos Deputados.

Agora, discute-se a inclusão de estados e municípios em uma Proposta de Emenda à Constituição paralela, de modo a não atrasar a votação da reforma no Senado.

Segundo o relatório, o custo do regime de Previdência para os Tesouros estaduais, de acordo com a metodologia do Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal (PAF), chegou a R$ 101,3 bilhões em 2018, alta de 8% sobre 2017 e R$ 20,48 bilhões acima dos números apresentados pelos próprios estados em seus Relatórios Resumidos de Execução Orçamentária. (Folhapress)

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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