Arrecadação em Minas Gerais registra aumento de 5,3% no acumulado deste ano

Valor apurado somou R$ 6,57 bilhões frente a R$ 6,85 bilhões em setembro; ICMS totalizou R$ 5,6 bi de receita
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Arrecadação em Minas Gerais registra aumento de 5,3% no acumulado deste ano
O governo do Estado recolheu R$ 58,46 bilhões de ICMS em 2022 | Crédito: Gil Leonardi - Secom MG

A arrecadação de Minas Gerais somou R$ 6,57 bilhões em outubro, queda de 4% sobre o montante apurado no mês anterior (R$ 6,85 bilhões). Em relação a igual período do ano passado (R$ 6,59 bilhões), o número ficou praticamente estável. Os valores arrecadados ao longo de 2022 vêm oscilando na comparação com 2021.

Os motivos vão desde a base fraca causada pela limitação do funcionamento de algumas atividades no decorrer do ano passado, em decorrência da Covid-19, à redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para combustíveis, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo.

Dessa maneira, quando considerado o acumulado de 2022, os dados da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) indicam elevação frente ao ano anterior. De janeiro a outubro de 2021, os cofres públicos mineiros recolheram R$ 68,13 bilhões, enquanto nos mesmos meses deste exercício, o montante chegou a pouco mais de R$ 75 bilhões. Isso significa alta de cerca de 10% entre os períodos.

Acrescida a inflação oficial do País no período – medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) -, que foi de 4,7%, o recolhimento no Estado aumentou, em termos reais, 5,3% de janeiro até o mês passado.

O desempenho vai na direção do que prevê a Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício financeiro de 2022. Estimativas da equipe de Romeu Zema (Novo) indicavam aumento das receitas do corrente ano, porém, ainda marcado por um déficit orçamentário da ordem de R$ 11,7 bilhões. A lei aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) no fim do ano passado estima receitas de R$ 125,7 bilhões e despesas de R$ 137,4 bilhões.

Já para o próximo exercício, conforme já publicado, está prevista uma receita total estimada em R$ 106,1 bilhões. E uma despesa total projetada da ordem de R$ 109,7 bilhões. Sendo assim, o déficit orçamentário para 2023 deve ser de R$ 3,6 bilhões.

ICMS

De maneira detalhada, na arrecadação do corrente ano, apenas o pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), o mais representativo, totalizou R$ 5,62 bilhões no mês passado, com baixa de 2,2% em relação a setembro (R$ 5,75 bilhões). Na comparação com igual época de 2021 (R$ 5,83 bilhões) houve queda de 3,6%.

No acumulado de 2022 até outubro, a arrecadação do ICMS no Estado somou R$ 58,46 bilhões. Em relação à receita do imposto no mesmo período de um ano antes (R$ 54,37 bilhões) houve elevação de 7,5%. Considerado o IPCA, o resultado real foi 2,8%.

A receita tributária chegou a R$ 6,09 bilhões no mês passado, 3% inferior ao montante do mês imediatamente anterior (R$ 6,28 bilhões) e 2% menor que os R$ 6,22 bilhões de 2021. Já quando considerado o acumulado dos dez meses transcorridos deste ano, o recolhimento de receita tributária do Estado chegou a R$ 69,38 bilhões. Em relação ao valor recolhido com tributos em igual período (R$ 64,03 bilhões) um ano antes houve alta de 8,3%. Descontada a inflação, o aumento real foi de 3,6%.

O pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) foi de R$ 134 milhões em outubro. No mês anterior, o valor havia sido de R$ 164 milhões e no mesmo mês do ano passado o valor foi de R$ 88 milhões, conforme as informações da SEF. Assim, no acumulado de janeiro ao mês passado, o recolhimento do IPVA gerou receitas de R$ 6,77 bilhões.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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