Arrendamento de jazidas impulsiona faturamento da Itaminas em mais de 30%
A mineradora Itaminas encerrou 2025 com um avanço de mais de 30% no faturamento em relação ao ano anterior. O resultado é fruto de um acordo de arrendamento de jazidas com a Vale, que viabilizou a ampliação da atividade, mesmo em um mercado oscilante.
No último ano, a produção da companhia totalizou 8 milhões de toneladas de minério de ferro, número que deve expandir para 9 milhões em 2026 a partir dos contratos firmados. As informações foram reveladas com exclusividade ao Diário do Comércio pelo presidente da Itaminas, Thiago Toscano.
O acordo de arrendamento, segundo ele, é relevante para a produção em território mineiro, especialmente no que tange ao futuro do negócio.
“Iniciamos a parceria com a Vale no meio do ano passado e esperamos que se estenda pelos próximos anos. Os números que estamos observando agora já são resultado dessa cooperação”, destaca o executivo.
Além da ampliação da produção, a Itaminas está otimista com o novo terminal ferroviário em Sarzedo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A expectativa, segundo Toscano, é que o modal amplie a capacidade de escoamento da mineradora.
“O projeto está atualmente em processo de licenciamento ambiental, etapa que deve levar cerca de um ano. Em paralelo, avançamos na estruturação de capital para o financiamento, com prazo previsto até o fim de 2028 e início de 2029”, detalha o executivo.
A construção terá capacidade para escoar até 20 milhões de toneladas de minério por ano. O investimento será de aproximadamente R$ 222 milhões.
Além de atender a Itaminas, o terminal também poderá ser utilizado por outras mineradoras da região. A expectativa é viabilizar a redução de custos logísticos, especialmente com deslocamentos, como no trânsito de caminhões.
Investimentos devem ultrapassar R$ 1 bilhão até 2033
Vale destacar que a Itaminas planeja investir R$ 1,5 bilhão entre 2024 e 2033. A expectativa da empresa é que, a partir dos aportes, o volume de produção seja expandido, bem como o teor de ferro do minério para atender à crescente demanda da siderurgia por produtos de maior qualidade e baixas emissões de carbono.
Os planos envolvem investimentos na chamada ‘rota tecnológica’ para evoluir e ampliar processos como moagem, espiral e flotação, que permitem a produção de um minério de mais alto teor e menor impureza.
Com os investimentos, a mineradora está entre as maiores produtoras de minério de ferro do Brasil. A empresa tem licença para expandir a produção atual até 15,5 milhões de toneladas por ano sem precisar passar por novos licenciamentos.
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