Atacarejo de Minas Gerais cresce 10% em 2025 e fatura R$ 26,1 bilhões
As quatro principais redes de atacarejo de Minas Gerais somaram um faturamento anual de R$ 26,1 bilhões em 2025, o que representa um aumento de 10,13% frente ao registrado no ano anterior (R$ 23,7 bilhões). Essas empresas também registraram 301 lojas em funcionamento e 41.162 funcionários nessas operações em Minas. Os dados fazem parte do Ranking Abaas 2026, feito pela NielsenIQ em parceria com a Associação Brasileira dos Atacadistas de Autosserviço (Abaas).
Confira as maiores redes de atacarejo de Minas Gerais em 2025:
- Grupo Mart Minas (R$ 12,5 bilhões);
- Grupo ABC (R$ 5,5 bilhões);
- Grupo Bahamas (R$ 4,5 bilhões);
- Villefort (R$ 3,6 bilhões).
Conforme o relatório, o montante alcançado por essas quatro companhias instaladas no Estado corresponde a 7,06% do total registrado pelas 24 empresas ligadas à Associação Brasileira dos Atacadistas de Autosserviço (Abaas) no País, negócios que fecharam o último ano com R$ 369,5 bilhões.
O levantamento ainda demonstra que o número de unidades (301) das quatro redes mineiras levantadas equivale a 13,75% do total no Brasil (2.189) e o total de colaboradores (41.162) representa 9,54% do apresentado por todos os associados (431.536).
Desempenho das redes mineiras em 2025
O grande destaque do Ranking Abaas entre as empresas mineiras foi o grupo formado pelas redes Mart Minas e Dom Atacadista, que registrou o maior faturamento anual, além de maior número de lojas e de funcionários. A companhia faturou R$ 12,5 bilhões no último ano, o que representa um avanço de 9,65% na comparação com o exercício anterior (R$ 11,4 bilhões).
Apesar do crescimento e de permanecer como a maior empresa do setor no Estado, o Grupo Mart Minas caiu de sexto para o oitavo lugar no ranking nacional. Ainda assim, segue sendo o único representante mineiro no Top 10. A companhia fechou 2025 com 95 operações e 18.919 colaboradores.
Top 10 maiores redes de atacarejo do Brasil em 2025:
- Atacadão (R$ 89,9 bilhões);
- Assaí Atacadista (R$ 84,7 bilhões);
- Grupo Mateus (R$ 43,6 bilhões);
- Irmãos Muffato (R$ 20,4 bilhões);
- Grupo Pereira (R$ 17,5 bilhões);
- Grupo Koch (R$ 12,9 bilhões);
- Novo Mateus (R$ 12,5 bilhões);
- Mart Minas & Dom Atacadista (R$ 12,5 bilhões);
- Cencosud Brasil (R$ 10 bilhões);
- Tenda Atacado (R$ 8 bilhões).
Já o Grupo ABC, dono da bandeira ABC Atacado e Varejo, registrou faturamento de R$ 5,5 bilhões no ano passado, figurando em segundo lugar em Minas Gerais e em 14º lugar na lista geral. Ele também apresentou 81 lojas e 9.314 funcionários. Vale destacar que a empresa não esteve na edição anterior do estudo, assim como a versão atual não conta com a participação do Grupo Supernosso, dono da rede Apoio Mineiro, que saiu da associação.
Logo em seguida aparece o Grupo Bahamas, dono da marca Bahamas Mix, com faturamento anual de R$ 4,5 bilhões, um montante 4,65% acima do registrado no período anterior (R$ 4,3 bilhões), permanecendo na 15ª posição do Ranking Abaas. A empresa ainda somou 87 unidades e 7.487 colaboradores no último ano.
Outro representante mineiro na lista é a rede Villefort, que recuou da 18ª para a 19ª posição, mesmo com um aumento de 9,09% no faturamento, passando de R$ 3,3 bilhões em 2024 para R$ 3,6 bilhões no ano passado. A bandeira de atacarejo fechou o período com 38 operações e 5.442 funcionários.
Cenário do atacarejo no Brasil

A pesquisa da NielsenIQ em parceria com a Abaas demonstra que R$ 360 bilhões de faturamento registrados pelo setor de atacarejo no Brasil no último ano representam um crescimento de 11% frente a 2024 e equivalem a cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. O número de empregos diretos e as lojas também subiram no período, com variações de 12% e 11%, respectivamente.
O estudo mostra ainda que o consumo das famílias brasileiras teve um aumento de 1,3% em 2025. A expectativa para 2026 é de crescimento de 1,5% do consumo. Em tempo, o volume no atacarejo subiu 1,7%. Já no varejo independente e nas mercearias, caiu 5,2%. Nos bares, a queda foi de 6,8% ao longo do ano passado.
De acordo com a NielsenIQ, o levantamento também apontou redução de itens no carrinho do consumidor, que recuou 8% no total de canais. Isso significa que o brasileiro está levando cada vez menos itens para casa. Além disso, o setor também perdeu cerca de R$ 2 bilhões por deflação nas commodities. A deflação dos alimentos atuou como outro fator chave para explicar a desaceleração do crescimento no último ano.
Apesar de todo o cenário adverso, o levantamento destaca que o setor de atacarejo conseguiu apresentar o maior crescimento se comparado com os demais segmentos do varejo alimentar nacional em 2025. Enquanto eles apresentaram avanço de 8,8% no período, os hipermercados subiram 8,6%. Já os supermercados pequenos e grandes tiveram alta de 8,6% e 7,7%, respectivamente.
Os atacarejos também seguem ampliando sua presença nos lares brasileiros, subindo de 69% em 2022 para 76% no ano passado, um novo recorde de penetração. Os supermercados grandes são os que chegam mais perto desse número, com 62% de presença. Em seguida, aparecem os hipermercados (31%) e os supermercados pequenos (12%).
Outro destaque dos atacarejos é a alta frequência de compra dos consumidores no canal, com clientes indo às lojas cerca de 22 vezes no período. Os supermercados grandes registraram uma frequência de 21 vezes, enquanto os hipermercados e supermercados pequenos registraram 15 e dez vezes, respectivamente.
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