Avanço da indústria mineira em 2022 deve ser menor que a média nacional

Expectativas quanto ao desempenho do setor em 2023, no entanto, seguem positivas, mas com algumas preocupações
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Avanço da indústria mineira em 2022 deve ser menor que a média nacional
Foto: José Paulo Lacerda

A indústria mineira deve encerrar este ano com crescimento de 1,14% no Produto Interno Bruto (PIB). Para o próximo exercício, as estimativas são um pouco melhores e dão conta de uma evolução de 1,5%. Os dados foram apresentados pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), nesta quinta-feira, em tradicional balanço anual da entidade.

De acordo com o presidente da federação, Flávio Roscoe, ao contrário do que ocorreu nos últimos anos, em 2022 o setor no Estado não deve crescer acima da média nacional. A expectativa é que o PIB da indústria brasileira avance 1,95% neste exercício. Já no ano que vem, o movimento deve ser retomado, uma vez que as projeções para o parque nacional dão conta de avanço de 0,20%.

Flávio Roscoe e João Pio
Impactos em alguns setores, segundo Roscoe (esq.), afetaram desempenho final da indústria este ano
| Crédito: Leonardo Morais

Para ele, um conjunto de variáveis culminaram com o crescimento menor neste exercício. “Nossa expectativa era de um crescimento acima, mas alguns setores passaram por impactos, como os que possuem alta dependência das exportações, e, neste quesito, a indústria mineira sofre mais impactos do que a doméstica”, explica.

Roscoe também citou que ações de desburocratização e simplificação foram marcas dos últimos governos federal e estadual e fizeram com que a indústria mineira crescesse mais. O dobro da média nacional nos últimos três anos, segundo já dito pelo dirigente repetidas vezes.

Perspectivas com retorno de Lula

Agora, com a reeleição do governador Romeu Zema (Novo), mas o retorno de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao governo federal, o cenário pode mudar. As expectativas quanto ao desempenho da indústria em 2023 seguem positivas, porém, com algumas preocupações.

“A expectativa ainda é de preocupação em vários setores. Primeiro devido ao desaquecimento econômico internacional em função da alta das taxas de juros em diversos países. No mercado interno, as preocupações voltam-se para as medidas econômicas a serem adotadas pelo novo governo. Tudo isso leva a alguma apreensão. Mas esperamos que sejam medidas positivas que atendam aos anseios daqueles que investem no País, para que tenhamos retomada dos investimentos e manutenção do emprego”, afirma.

O gerente de Economia da Fiemg, João Gabriel Pio, detalhou os desempenhos de cada setor-chave da indústria. A alta da indústria neste ano será puxada por energia e saneamento (9,8%) e pela construção (7%).

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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