Economia

Superávit da balança comercial de Minas recua 28% em março, com queda nas exportações e recorde nas importações

O saldo no período foi de US$ 1,9 bilhão, com US$ 3,5 bilhões em embarques e US$ 1,6 bilhão em compras
Superávit da balança comercial de Minas recua 28% em março, com queda nas exportações e recorde nas importações
Foto: Fernando Donasci/Reuters

Minas Gerais registrou superávit de US$ 1,9 bilhão em março, mas o saldo recuou 28,3% devido à queda nas exportações e alta recorde nas importações.


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Minas Gerais encerrou março com um saldo positivo de US$ 1,9 bilhão na balança comercial. Embora favorável, o resultado caiu 28,3% em relação ao ano anterior. A queda foi consequência de uma baixa de 13,5% nas exportações e alta de 14,1% nas importações.

Os dados constam na plataforma Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), e foram divulgados nesta quarta-feira (7).

Os embarques do Estado no terceiro mês deste ano totalizaram US$ 3,5 bilhões. Por sua vez, as compras chegaram a US$ 1,6 bilhão, o maior patamar para o mês de março desde o início da série histórica, em 1997.

Contribuindo para o recuo das exportações, as vendas de café não torrado, US$ 756,6 milhões, e do minério de ferro, US$ 743,6 milhões, recuaram 33,2% e 18,1%, respectivamente. Juntos, os produtos responderam por 42,8% da pauta.

Por outro lado, os embarques de ouro subiram 89,8% e bateram recorde ao atingir US$ 421,1 milhões. Com esse valor, o metal teve 12% de participação no total exportado.

Na pauta de importações, bem mais diversificada, houve avanços em vários produtos, o que ajuda a explicar o resultado histórico. Entre os exemplos estão as compras de veículos para transporte de mercadorias e usos especiais, que avançaram 167,3%, para US$ 88,8 milhões, e de veículos para passageiros, que cresceram 59,3%, para US$ 77,8 milhões.

No período, os medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários lideraram a pauta, com US$ 89 milhões. O valor importado, neste caso, aumentou 4,8%.

Conforme análise da coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Verônica Winter, há uma tendência de queda nas exportações do café devido à baixa na oferta por ser período de entressafra.

De acordo com ela, se observa no mercado excesso de oferta e baixa na demanda de minério de ferro relacionada à China, o que tem impactado nos preços internacionais da commodity e, consequentemente, no valor dos embarques.

Ainda segundo a especialista, a procura por ouro e o preço do metal tende a aumentar em períodos de instabilidades, com guerras comerciais e conflitos bélicos, como os que acontecem atualmente no Oriente Médio, portanto, o resultado não surpreende.

A coordenadora também destaca que Minas Gerais ampliou em 20,3% as importações da China e 19,4% da Argentina, impulsionadas pelo mercado automotivo.

Saldo do Estado no trimestre chega a US$ 10,2 bilhões

No acumulado de janeiro a março, Minas Gerais registrou superávit na balança comercial de US$ 5,7 bilhões. Em relação ao mesmo intervalo de 2025, o resultado retraiu 4,6%.

O Estado exportou, no trimestre, US$ 10,2 bilhões, o que representa queda interanual de 1%. Já as importações totalizaram US$ 4,5 bilhões, avanço de 3,9%.

Na lista de produtos mais vendidos, os embarques de minério de ferro caíram 5,4%, para US$ 2,6 bilhões e os de café não torrado diminuíram 18%, para US$ 2,4 bilhões. Já as compras de ouro aumentaram 85,3%, alcançando US$ 1,1 bilhão.

Entre os itens mais importados, as compras de medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários, cresceram 65,2%, chegando a US$ 293,2 milhões; as de motores e máquinas não elétricas, exceto motores de pistão e geradores, subiram 94,7%, atingindo US$ 240,6 milhões; e as de veículos para transportes de mercadorias e usos especiais avançaram 34,4%, para US$ 189,5 milhões.

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