Prots investe R$ 3 milhões em nova fábrica de EPIs em Belo Horizonte
A Prots, empresa especializada na fabricação de equipamentos de proteção individual para o setor elétrico, anuncia um ciclo de expansão. E Belo Horizonte, no bairro Bonfim, na região Noroeste da cidade, foi contemplada com novos investimentos do empreendimento.
A capital mineira vai receber a nova fábrica do negócio, com investimento de R$ 3 milhões. Prevista para ser inaugurada em junho, mas com possibilidades de entrar em operação em maio, a Prots aposta na posição logística estratégica para implantar a unidade.
O sócio-diretor da Prots, Diogo Santiago, conta que a ideia de uma fábrica em Belo Horizonte já fazia parte dos planos da empresa. Além da posição estratégica, um regime fiscal especial atraiu a empresa para se instalar no Estado.
“Minas Gerais tem um regime fiscal bom para a gente — o Estado concede benefícios fiscais. Em termos de localização geográfica, está bem posicionada no Brasil, entre o Sul e o Nordeste. Logo, os bons caminhos na parte logística para escoar a produção e os benefícios fiscais podem ser considerados os motivos principais que nos levaram a abrir uma unidade em Belo Horizonte”, explicou.
Automatização como trunfo
A fábrica de Belo Horizonte deve reproduzir o modelo de Araquari, em Santa Catarina, onde a Prots robotizou suas operações para otimizar a produção de luvas e mangas isolantes.
Logo, a mão de obra será basicamente para operar e programar as máquinas que farão os produtos da empresa, que terá volume maiores e custos enxutos. Atualmente, a fábrica em Araquari possui capacidade de produção de até 15 mil pares de luvas por mês, o que deve ser replicado na Capital.
Voos altos
A Prots pretende iniciar suas atividades plenamente em junho. Todavia, a partir de maio já deve começar a produzir os primeiros produtos. O tapete estrado isolado será a principal peça a ser fabricada inicialmente.
O empreendimento também visa ampliar a capacidade produtiva total da empresa, diversificando o portfólio para incluir soluções complementares de isolamento elétrico. A Prots BH deve produzir aproximadamente 1840 unidades do tapete isolante por mês.
Além da fábrica na capital mineira, a Prots abrirá uma unidade nos Estados Unidos ainda neste semestre. “A nossa intenção é fazer da Prots uma empresa multinacional, pois o nosso produto é demandado no mundo inteiro e isso nos proporciona planejar todas essas expansões com foco e muito planejamento”, afirma Diogo Santiago.
Atração de mão de obra
Com sua produção robotizada, o volume de contingente humano nas fábricas da Prots depende de menos operários e mais mão de obra qualificada. Para atrair profissionais de alto nível a empresa afirma que busca oferecer mais do que bons salários, focando em outros benefícios que atendam às demandas de seus colaboradores.
“Temos uma política atrativa na empresa. Oferecemos uma remuneração interessante, benefícios e o colaborador tem oportunidade real de crescimento. Gostamos de um bom ambiente de trabalho, ferramentas adequadas, estrutura completa para que o profissional se sinta bem” comenta o sócio-diretor da Prots, Diogo Santiago.
Projeções do mercado para o Brasil em 2026
Segundo dados do relatório 2023-2024 da Associação Brasileira dos Distribuidores e Importadores de Equipamentos e Produtos de Segurança e Proteção ao Trabalho (Abraseg), as projeções para 2026 apontam um crescimento anual de 4% a 6% no segmento de mercado da Prots.
O mercado total de EPIs no Brasil superou R$ 21 bilhões em 2024 (crescimento de 9%), com luvas representando de 18% a 20% do total.
Já para o segmento específico de luvas para riscos elétricos (isolantes) é esperado um crescimento proporcional ou ligeiramente acima da média do setor de EPIs, de 4% a 8% anual, devido ao aumento de fiscalização da NR-10, investimentos em rede elétrica, distribuição de energia e energias renováveis.
A estimativa aproximada é que o Brasil produza de 700 mil a 800 mil pares de luvas, o que equivale a R$180 milhões a R$ 220 milhões.
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