Economia

BH Airport quer voo direto BH-Lima, companhia low cost e ser hub de referência internacional

BH Airport trabalha para ter voos diretos de BH para Lima, no Peru, e ainda trazer companhias de baixo custo para operar no aeroporto
BH Airport quer voo direto BH-Lima, companhia low cost e ser hub de referência internacional
Foto: Divulgação / BH Airport

Os planos da BH Airport após o lançamento da ponte aérea BH-Montevidéu, no Uruguai, que deve gerar um ciclo positivo no turismo e até mesmo nos negócios entre os dois países, são ousados e podem ser concretizados em um futuro bem próximo. A empresa quer oferecer aos passageiros novas rotas internacionais, para atrair parceiros comerciais, e até a presença de companhias low cost (empresa de baixo custo nas passagens) operando no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins.

Um dos “sonhos” imediatos da BH Airport é conectar Belo Horizonte a Lima, no Peru, pois a empresa acredita na rota como novo ponto de abertura para os mineiros e ainda trazer os peruanos para viver as belezas de Minas. Um ponto em comum entre mineiros e peruanos, que pode ser o pontapé inicial nessa boa relação, é a riqueza histórica de ambos, que possuem patrimônios da humanidade, como Ouro Preto e Machu Picchu.

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Segundo o CEO da BH Airport, Daniel Miranda Barbosa, “há sempre conversas para novas rotas”. Ele revela que há negociações com a Azul para estender o voo BH-Montevidéu até Punta del Este, balneário litorâneo também no Uruguai.

“Estamos sempre conversando, não só com a Azul, mas com todas as companhias aéreas parceiras e também com companhias aéreas estrangeiras para que a gente possa expandir cada vez mais a malha internacional para o nosso Estado e para Belo Horizonte”, conta o CEO.

“A gente tem conversado muito com a Azul também sobre a possibilidade de uma rota para Punta del Este. Mas a gente tem vislumbrado vários outros destinos como Lima, no Peru, por exemplo. Já foi ventilado recentemente a possibilidade de um voo para Lima. A gente continua insistindo nessa rota porque acreditamos muito nela. Tem várias outras rotas que ainda estão em negociação”, destaca Barbosa.

Visão geral da cidadela inca de Machu Picchu
Machu Picchu, no Peru, pode ficar mais perto dos mineiros – Foto: Reuters / Enrique Castro-Mendivil

Rotas para crescer o turismo e hub internacional

O desejo por mais pontes-aéreas, saindo diretamente de Confins para várias partes do mundo, não é só uma forma de levar comodidade nas viagens dos mineiros. O fluxo reverso, de estrangeiros no Estado, também é uma meta da BH Airport, com apoios institucionais dos poderes públicos de Minas Gerais.

Esse processo pode fazer do aeroporto um hub ainda mais de recepção e distribuição de voos para destinos domésticos e internacionais. Atualmente, o BH Airport é o quarto maior hub aéreo do País e o objetivo é crescer e ficar no top 3 nacional.

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“Hoje nós temos um pouco mais de 1% da demanda do turismo internacional vindo visitar Minas Gerais. Achamos que tem potencial enorme para expandir. Somos a terceira maior economia do País. E não podemos ficar para trás também no turismo. Por isso, temos a ambição de colocar Minas Gerais no top 5 do ranking de turistas internacionais visitando o nosso Estado. E parte dessa estratégia passa por aumentar os voos para a Europa, a América do Norte e, principalmente, a América do Sul. Que a gente já tem um hub importante na América do Sul e a gente quer fortalecer ainda mais”, explica o CEO.

Companhia low cost no radar

Outro plano audacioso da BH Airport e que pode cair no gosto do público mineiro é a vinda de uma empresa low cost para operar em Confins. Esse tipo de companhia possui tarifas mais baixas para destinos de curta e até longa distância, porém deixa de prestar alguns serviços considerados confortos para viagens aéreas como buffet.

No Brasil, existem seis empresas low cost operando e quatro se destacam no mercado, sendo que nenhuma delas é oriunda do Brasil: JetSmart (Chile), Sky Airline (Chile), Flybondi (Argentina) e Arajet (República Dominicana).

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O CEO da BH Airport, Daniel Miranda Barbosa, disse que a chegada das low costs a Confins não pode ser “cravada” por enquanto, mas essa novidade pode acontecer até 2027. “Temos conversado muito com várias companhias no posto, a Sky já está voando com a gente para o Chile, para Santiago. Mas nós temos conversas também muito próximas com a JetSmart e com outras. A Arajet recentemente já pediu até slots (autorização para operar em Confins) para o aeroporto. Mas a gente acredita muito que se não for esse ano, no próximo, a gente vai ter muitas novidades, inclusive de low cost para o nosso mercado”, detalha.

“Por exemplo, com JetSmart a gente tem conversado muito sobre a possibilidade de uma rota low cost para Buenos Aires. Mas por enquanto são só conversas. A gente tem trabalhado incessantemente para viabilizar essas rotas, e essas parcerias com o governo do Estado e com a prefeitura de Belo Horizonte são essenciais para que a gente possa viabilizar essas rotas”, conclui o CEO.

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