Economia

BH tem duas regiões com seguro auto 50% mais caro que o Centro; veja quais

Na comparação com outras cidades pesquisadas pelo País, a Capital tem preços mais baixos do que São Paulo e Rio de Janeiro, segundo estudo da TEx da Serasa Experian
BH tem duas regiões com seguro auto 50% mais caro que o Centro; veja quais
Foto: Alessandro Carvalho/Diário do Comércio

Os residentes nas zonas Norte e Oeste de Belo Horizonte pagaram um seguro automotivo 48,4% maior do que os proprietários de veículos que moram no Centro em janeiro deste ano. Ainda assim, seguros de BH são mais baratos do que São Paulo e Rio. Essas são algumas das conclusões da análise do Índice de Preço do Seguro de Automóvel e Moto (IPSA + IPSM), desenvolvido pela TEx, empresa integrante da Serasa Experian.

Na metodologia da pesquisa, a Capital foi dividida em cinco partes: Centro, Norte, Sul, Leste e Oeste (na divisão da prefeitura, a cidade conta com nove regionais). Enquanto o seguro de carro contratado no Centro custou 3,1% sobre o valor do bem em janeiro, os contratos nas zonas Norte e Oeste foram de 4,6%, ou seja, 48,4% mais caros do que a taxa da região Central. Veja as regiões pesquisadas:

Reprodução/ Índice de Preço do Seguro de Automóvel e Moto (IPSA + IPSM)/ TEx

Seguro em Belo Horizonte – Janeiro de 2026
Zona | Carro | Moto
Centro | 3,1 | 8,8%
Sul | 3,4 | 9,9
Leste | 3,9 | 10,6
Oeste | 4,6 | 8,9
Norte | 4,6 | 10,5

Na região metropolitana de Belo Horizonte, o Índice de Preço do Seguro de Automóvel e Moto (IPSA + IPSM), calculado entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, ficou em 4% para carros (abaixo do índice geral, que foi de 4,7%) e 9% para motos (acima do índice geral, que foi de 8,8%). Com esses resultados, a região metropolitana de BH ficou abaixo de São Paulo (4,9% para carros e 11,5% para motos) e Rio de Janeiro (6,3% e 12,3%), e próxima dos níveis registrados no Recife (4,2% e 8,8%).

“A Grande Belo Horizonte apresenta índices inferiores aos de São Paulo e, principalmente, aos do Rio de Janeiro, o que mostra menor intensidade de risco médio. Ainda assim, as diferenças internas dentro da Capital seguem relevantes”, afirmou o diretor da TEx, Emir Zanatto.

Reprodução/ Índice de Preço do Seguro de Automóvel e Moto (IPSA + IPSM)/ TEx

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Fatores que influenciam os preços do seguro de automóvel

A TEx divulgou, em seu relatório, os sete fatores que mais influenciam os preços do seguro de um automóvel. O primeiro e mais importante, segundo a empresa, é a classe de bônus.

  • Classe de bônus: é a variável mais importante para determinar o valor do seguro de um automóvel, sendo categorizada em faixas que vão de 0 a 10. Esses valores são representados pela fidelidade e competência do segurado. Quanto mais renovações sem sinistro, maior será a classe de bônus;
  • CEP do condutor: a região geográfica por onde o carro transita tem grande importância na determinação do valor do seguro, podendo, por exemplo, encarecer em locais com maior risco de roubo e furto;
  • Valor do veículo: veículos mais caros, geralmente, não são alvos de roubos e furtos. Por isso, esses veículos têm um valor proporcionalmente menor no seguro;
  • Idade do veículo: carros mais velhos, com maior quilometragem, têm maior custo de reparo e geralmente são mais roubados. Quanto mais velho o carro, mais caro é o seguro;
  • Idade do condutor: é um bom indicativo de experiência na condução de veículos. Em geral, quanto maior a idade do condutor, menor é o preço do seguro;
  • Fabricante do veículo: cada fabricante opera de maneira distinta na produção dos veículos, e isso também pode influenciar o preço do seguro. Um exemplo clássico é o custo de manutenção do veículo, que pode variar bastante conforme o fabricante;
  • Tipo de utilização do veículo: para qual fim o veículo será utilizado? O uso particular é o mais comum, porém, atualmente há muitos casos de transporte por aplicativo, cuja exposição ao risco e a tendência mais acelerada de desgaste do carro pode provocar uma elevação da tarifa de seguro.

Índice de Preço do Seguro de Automóvel e Moto (IPSA + IPSM)

Desenvolvido pela TEx, empresa integrante da Serasa Experian, o Índice de Preço do Seguro de Automóvel e Moto (IPSA + IPSM) é calculado com base no percentual que o seguro representa do valor do veículo. Assim, se a taxa é de 4% e o veículo custa R$ 50 mil, quer dizer que o preço do seguro é de R$ 2 mil. “Isso facilita a comparação entre veículos que possuem valores diferentes”, informou a TEx, em nota.

A TEx, por sua vez, é o braço estratégico da Serasa Experian voltado ao mercado de seguros no Brasil. Ela é especializada em soluções tecnológicas para corretores e seguradoras, com plataformas que facilitam a cotação, comparação, venda online de seguros, gestão, análises preditivas e inteligência de dados. A TEx foi adquirida pela Serasa em 2024.

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