Economia

BNDES aprova R$ 280 milhões para produção de baterias que reduzem cortes na rede elétrica

O recurso será liberado por meio do programa BNDES Mais Inovação
BNDES aprova R$ 280 milhões para produção de baterias que reduzem cortes na rede elétrica
Foto: Sergio Moraes / Reuters

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou financiamento de R$ 280 milhões para a WEG reformar uma planta industrial e construir, em Itajaí (SC), a maior fábrica de sistemas de armazenamento de energia em baterias do país.


O recurso será liberado por meio do programa BNDES Mais Inovação e marca o primeiro projeto contratado por meio de uma chamada pública que selecionou projetos voltados a transição energética e descarbonização, iniciativa tocada pelo BNDES e a Finep.


Os sistemas de armazenamento de energia em baterias, conhecidos como BESS (Battery Energy Storage System), permitem guardar a geração e liberá-la de forma controlada, quando necessário. Esses sistemas funcionam como grandes reservatórios de eletricidade, capazes de equilibrar oferta e demanda, estabilizar as redes elétricas e reduzir riscos de interrupção no fornecimento.


A gestão de energia se tornou um dos maiores desafios do setor elétrico nos últimos anos, com o avanço da produção feita por parques eólicos e solares, fontes que entregam energia de forma variável, pressionando outras fontes gerenciáveis de produção.


Com a nova fábrica, a WEG passará a ter uma capacidade produtiva para até 2 gigawatts por ano. As obras devem ser iniciadas em breve, com conclusão prevista para o segundo semestre de 2027. Quando pronta, a unidade deverá gerar cerca de 90 empregos diretos.


A planta prevê uso de linhas de montagem automáticas e uso de robôs móveis autônomos para a logística interna. O projeto inclui também a implantação de um laboratório de testes e desenvolvimento e uma subestação de energia.


“A implantação de uma fábrica de sistemas de armazenamento de energia em baterias é estratégica para o Brasil. Fortalece a segurança energética, amplia a integração de fontes renováveis e posiciona o país na fronteira da inovação tecnológica”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.


Em novembro do ano passado, o Ministério de Minas e Energia abriu um consulta pública para o primeiro leilão que contratará sistemas de armazenamento em baterias para o setor elétrico brasileiro, prevendo a realização do certame inédito para o início deste ano.


Essa é a segunda tentativa do governo de avançar com a licitação, que ocorrerá na sequência de outra, destinada à contratação de potência de usinas termelétricas e hidrelétricas.


Segundo a proposta, o certame oferecerá contratos de 10 anos com início de suprimento em 1º de agosto de 2028. As baterias eletroquímicas serão contratadas para disponibilizarem potência ao ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), recebendo em troca uma receita fixa. Haverá um compromisso de entrega da disponibilidade de potência máxima de quatro horas por dia.


O leilão é amplamente aguardado pelo setor elétrico, com várias grandes empresas ligadas ao setor de energia já tendo mostrado interesse em participar, desde grandes geradoras e transmissoras como Axia Energia (ex-Eletrobras) e ISA Energia, até fabricantes desses sistemas, a exemplo da WEG.

Conteúdo distribuído por Folhapress

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