Economia

Carnaval de 2026 terá taxa de ocupação hoteleira próxima a 100% em Minas Gerais

Com 60,6% das reservas já confirmadas, setor aposta em alta de última hora impulsionada por 14,9 milhões de foliões; Centro-Sul de BH deve atingir 100%
Carnaval de 2026 terá taxa de ocupação hoteleira próxima a 100% em Minas Gerais
Foto: Dirceu Aurélio/Imprensa MG

Minas Gerais deve registrar uma das maiores taxas de ocupação hoteleira do Carnaval de 2026. É o que aponta um levantamento da Associação Mineira de Hotéis de Lazer (Amihla), que mostrou que a ocupação média esperada é de 98,11% no Estado durante o período, o maior índice do ano para o setor e o mais elevado dos últimos cinco anos.

Até o momento, 60,6% das reservas já estão efetivadas. A entidade projeta forte aceleração nas semanas que antecedem o feriado, movimento recorrente em anos anteriores tanto em hotéis urbanos quanto em empreendimentos de lazer. Em Belo Horizonte, um levantamento recente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Minas Gerais (ABIH-MG), mostrou que mais de 75% dos hotéis já estão reservados.

O cenário é reforçado pela estimativa do Governo de Minas, que projeta 14,9 milhões de foliões no Estado, acima dos 13,2 milhões registrados no Carnaval de 2025. E a previsão dos órgãos é que esse número ainda possa aumentar. Segundo o presidente da Amihla, Alexandre Santos, o comportamento de última hora segue como um dos principais vetores da alta ocupação.

“Esse movimento reflete não apenas a força do Carnaval de Belo Horizonte, mas também a consolidação dos empreendimentos de lazer como alternativa para quem busca um feriado mais equilibrado, com conforto, segurança e serviços completos”, afirma.

Centro-Sul de BH deve repetir lotação máxima

A projeção é especialmente positiva para a região Centro-Sul de Belo Horizonte, que concentra a maior parte dos blocos, shows e programações oficiais. A expectativa é de quase 100% de ocupação nos três principais dias do Carnaval: sábado, domingo e segunda-feira.

“Hoje, o Carnaval de BH já ocupa um lugar central na agenda da hotelaria, com previsibilidade e recorrência superiores a outros grandes eventos do calendário anual”, diz Alexandre Santos.

Expansão para Região Metropolitana e interior

Além da Capital, o desempenho elevado também é projetado para hotéis de lazer da Região Metropolitana de Belo Horizonte, impulsionados pela expansão do Carnaval de BH, que concentra centenas de blocos e grandes shows e amplia o fluxo de foliões de outras regiões do País.

Nesse contexto, o Parque do Avestruz Eco Resort aposta em programação própria e estrutura voltada a hóspedes que buscam se afastar da folia urbana sem sair da região metropolitana, com meta de atingir entre 95% e 98% de ocupação. “Percebemos um aumento significativo na procura por moradores da região metropolitana, que veem o resort como uma alternativa de lazer qualificada para aproveitar o feriado prolongado”, explica a diretora de marketing e comercial do empreendimento, Fabiana Silveira.

Ao mesmo tempo, hotéis de lazer no Sul de Minas e na Serra do Cipó também registram aumento na demanda, especialmente por famílias e grupos que optam por experiências fora da folia urbana. Para o presidente da Amihla, Alexandre Santos, o movimento reflete a busca por descanso, bem-estar e contato com a natureza.

Tendência por experiências mais tranquilas

Nesse mesmo movimento, a Amihla identifica a consolidação de um perfil de hóspedes que priorizam ambientes seguros e estruturados, com foco em descanso, sem abrir mão de opções de lazer. Parte relevante desse público é formada por moradores de Belo Horizonte que deixam a Capital no feriado, diante de restrições de circulação, excesso de ruído e alta concentração urbana.

Com isso, cresce a procura por viagens curtas, para destinos a duas ou três horas de BH, combinando diversão e descanso em empreendimentos de hotelaria de lazer.

Perfil do turista do Carnaval de Belo Horizonte

Na Capital, segundo a Amihla, o público é majoritariamente jovem, formado em grande parte por casais sem filhos e foliões atraídos pelos blocos de rua. A maioria vem de cidades em um raio de 300 a 350 quilômetros, além de visitantes de outros estados, com deslocamentos médios de quatro a cinco horas.

Além disso, a permanência média é de três dias, o que amplia o impacto econômico. “É um visitante que permanece na cidade, consome de forma contínua e movimenta não apenas a hotelaria, mas bares, restaurantes, transporte e comércio em geral”, diz Alexandre Santos.

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