Movimentação econômica no Carnaval de BH pode crescer até 15% em 2026 e gerar 25 mil empregos
A expectativa dos setores de comércio, serviços e turismo de Belo Horizonte é de que a movimentação financeira cresça de 10% a 15% no Carnaval deste ano, em comparação ao registrado na edição anterior (R$ 1,2 bilhão). Além disso, são esperados mais de 1 milhão de turistas para o período de folia.
O presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, destaca que as festividades deverão gerar cerca de 20 a 25 mil empregos diretos na região. O dado demonstra o clima de otimismo dos empresários dos setores de comércio e serviços para o evento.
“Estamos nos preparando cada vez mais para melhorar as vendas e oferecer produtos de qualidade, com preços mais acessíveis. Os foliões também estão se preparando para gastar o dinheiro de maneira consciente no Carnaval”, afirma.
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O dirigente relata que, nesta primeira etapa, bares, restaurantes, hotéis, supermercados e os setores de bebidas e de confecções serão os mais beneficiados. Porém, ele ressalta que os demais setores também serão positivamente impactados no período pós-Carnaval, com os gastos do valor movimentado durante a folia.
Silva ainda menciona o fator da recorrência das pessoas que vêm aproveitar o evento, conhecem a cidade e acabam retornando, trazendo outros turistas e potenciais consumidores. Esse movimento, segundo o presidente da CDL/BH, representa um ciclo virtuoso para os setores de comércio e serviços da Capital.
Movimentação no Estado e parcerias
A secretária de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega, destaca que o período de Carnaval deverá movimentar aproximadamente R$ 6 bilhões em todo o Estado. Para ela, o desempenho apresentado na Capital e no restante de Minas é resultado de parcerias sólidas firmadas entre diferentes entidades da sociedade civil. “Esse trabalho em rede é o que fez o Carnaval de Belo Horizonte se consolidar”, afirma.
Ela ainda ressalta que o governo do Estado vem investindo, nos últimos anos, cerca de R$ 13 milhões na estruturação do evento na capital mineira. Além disso, segundo Bárbara Botega, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) tem apoiado os blocos de rua com edital próprio, com cerca de R$ 11 milhões em patrocínios.
O presidente da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur), Eduardo Cruvinel, garante que o poder público municipal segue trabalhando para firmar novas parcerias e que o mercado tem demonstrado interesse pelo evento. Ele ainda afirma que tem conversado com alguns players do mercado e pretende apresentar mais novidades a respeito desse assunto nos próximos dias.
“Para nós, é muito importante ter empresas locais atuando e patrocinando o Carnaval de Belo Horizonte”, completa.
Setores de bares, restaurantes e hotéis no Carnaval

Quanto às expectativas do setor de bares e restaurantes, a presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel/MG), Karla Rocha, destaca que 72% dos empresários esperam registrar aumento no faturamento frente ao apresentado no Carnaval de 2025. Desse grupo, 25% estimam alta de até 5% no período. Ela relata que os donos de bares e restaurantes já estão aprendendo a lidar com as festividades na cidade.
“Essa é uma data muito importante, porque nós estamos promovendo o turismo de Belo Horizonte. Não dá para falar de turismo sem a participação dos bares e restaurantes, pois nós temos a melhor gastronomia”, diz.
Já o diretor de comunicação da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (ABIH/MG), Diego Pires Gomes, afirma que cerca de 60% dos hotéis da Capital já estão totalmente ocupados. A taxa média da cidade deve chegar a 85% em 2026. No caso da região Centro-Sul, as operações registraram 90% de ocupação média neste período do ano.
Ele destaca que o Carnaval é a maior vitrine do setor hoteleiro da capital mineira. “Belo Horizonte tem a questão da hospitalidade mineira, e os hóspedes aproveitam para continuar na cidade depois do Carnaval e aproveitar mais”, destaca.
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