Confiança do comércio aumenta em Belo Horizonte

Elevação acontece depois de três meses de queda

25 de janeiro de 2024 às 5h14

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Redução da taxa de juros e inflação controlada ajudaram a melhorar o índice na Capital | Crédito: Charles Silva Duarte

Impulsionado por um ambiente de negócios favorável, com a diminuição contínua da taxa de juros e inflação controlada, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) em Belo Horizonte fechou o mês de janeiro com 105 pontos. O resultado é 1,3 ponto acima do observado no mês anterior (103,7 pontos). Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), analisados pelo Núcleo de Pesquisa e Inteligência da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG), mostram que essa é a primeira alta, após três meses consecutivos de queda.

O economista da federação, Stefan D’Amato, explica que, além do cenário econômico, dos juros e da inflação, as vendas no comércio da capital mineira também foram estimuladas pelo pagamento do 13º salário, mesmo com as despesas comuns no início do ano, como IPVA, IPTU e material escolar. “Com a redução da inadimplência, os consumidores terão maiores condições de consumir, e o empresário amplia o seu otimismo diante desse cenário promissor”, declara. Acima dos 100 pontos, o Icec indica situação de otimismo.

Ele destaca que a satisfação dos empresários de produtos semiduráveis, a maior dos segmentos analisados pelo indicador, com 112,4 pontos, é reforçada pela tendência dos consumidores em adquirir mais produtos deste tipo. Fatores sazonais, como viagens e festas de fim de ano impulsionaram as vendas desses artigos.

D’Amato ressalta que a confiança do comércio desse segmento também é relacionada por taxas de juros mais acessíveis e na redução da inadimplência da população ao longo do tempo. A confiança dos empreendedores do setor de bens não duráveis atingiu 104,9 pontos. Já a do setor de bens duráveis alcançou 100,1 pontos, após ter sido perdida em dezembro.

A pesquisa aponta que empresários com mais de 50 funcionários estão mais otimistas do que os gestores com menos de 50 empregados. O primeiro grupo registrou 117,7 pontos no índice de confiança, enquanto o segundo, 104,7. “Observa-se que as grandes empresas são mais resilientes às oscilações econômicas, demonstrando confiança na gestão interna e em seus fluxos de caixa”, explica D’Amato.

Condições atuais, expectativas e investimentos do comércio de Belo Horizonte

O Icec possui três subdivisões: Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec), Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec) e Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec).

No caso do Icaec, o aumento foi de 5,2 pontos, passando de 78 pontos para os atuais 83,2 pontos. O destaque positivo ficou para as empresas com mais de 50 empregados, que demonstraram maior satisfação com as condições atuais da economia para o comércio. Por outro lado, 67,5% dos pequenos empresários consideraram que a economia brasileira piorou.

Já o Ieec de novembro ficou em 129 pontos, apenas 0,2 ponto abaixo do registrado no mês anterior (129,2). Mais uma vez, as empresas de menor porte, com mais de 50 empregados, mostraram-se mais otimistas em relação aos próximos meses; elas marcaram 136,9 pontos no índice de expectativas. Para 89,6% dos donos de grandes empresas entrevistados as vendas irão aumentar.

Confiança do comércio para contratações e estoques

Quanto aos dados sobre planejamento de investimento do comércio de Belo Horizonte, o Ieec caiu 1,1 ponto frente a novembro (103,8), fechando o mês de dezembro com 102,7 pontos. A pesquisa revelou que 63,1% dos empresários pretendem aumentar o quadro de funcionários.

Além disso, 50,9% das empresas consultadas relataram um nível de investimento acima do apresentado no mês anterior, com destaque para aquelas de grande porte, em que o indicador sobe para 69,2%. A maioria das empresas (60,2%) estão com os estoques no nível adequado, 22,5% disseram estar com excesso de produtos e outras 17,3% relataram falta de itens.

O economista da Fecomércio-MG explica que há uma distinção entre empresas de menor e maior porte na situação dos estoques no começo deste ano. Os empresários de empresas menores direcionam investimentos para contratações, principalmente por efetivações de mão de obra temporária no fim do ano. “Já os empresários de maior porte, especialmente aqueles vinculados a produtos semiduráveis, optam por investir em estoque, indicando uma perspectiva positiva para o mercado e antecipando uma demanda crescente”, finaliza D’Amato.

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