Consumidor de Belo Horizonte inicia 2025 menos confiante

A confiança do consumidor belo-horizontino caiu 6,91% em janeiro, com piora no sentimento das pessoas sobre todos os componentes do índice
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Consumidor de Belo Horizonte inicia 2025 menos confiante
Foto: Diário do Comérco/ Arquivo / Alessandro Carvalho

O consumidor de Belo Horizonte iniciou 2025 menos confiante, segundo o Índice de Confiança (ICC-BH) calculado pela Fundação Ipead. Marcando 40,60 pontos em janeiro, em uma escala que varia de 0 a 100, o indicador apresentou queda de 6,91% sobre o mês anterior e de 4,85% nos últimos doze meses.

Segundo o Ipead, houve piora no sentimento da população em relação à Inflação (-18,41%), ao Emprego (-15,65%), à Pretensão de Compra (-4,09%), à Situação Financeira da Família em Relação ao Passado (-3,88%), à Situação Econômica do País (-2,74%) e à Situação Financeira da Família Atual (-1,56%).

Além disso, a percepção da população em relação aos componentes Inflação, Situação Econômica do País, Emprego e Situação financeira em relação ao passado permanece abaixo de 50 pontos, marco que separa o otimismo do pessimismo da população sobre a conjuntura econômica geral e familiar.

De forma detalhada, a avaliação da população em relação à inflação se encontra agora em 23,99 pontos, à situação econômica do País, em 29,64 pontos, ao emprego, em 36,55 pontos e à situação financeira em relação ao passado, em 48,63 pontos. Somente a percepção sobre a Situação financeira atual das famílias mantém-se acima de 50 pontos.

O Ipead também destaca que o ICC-BH apresentou altas em setembro e outubro de 2024, seguidas de queda em novembro e alta expressiva em dezembro. Agora, com uma nova queda expressiva, a maioria da melhora observada em dezembro acabou anulada.

Sobre a percepção da população em relação à situação econômica do País e à situação financeira da família, foram registradas baixas de 12,57% e de 2,46%, respectivamente. No caso do Índice de Expectativa Financeira da Família (IEF), o resultado foi impulsionado pelas retrações da Pretensão de compra (-4,09%), Situação Financeira da Família em relação ao passado (-3,88%) e Situação Financeira da Família Atual (-1,56%).

Por fim, a pesquisa indica os grupos de bens e serviços que os consumidores planejam adquirir nos próximos três meses. Os grupos de Vestuário e calçados (12,86%), Turismo (11,43%) e Veículos (9,05%) lideram em termos de intenção de compra.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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