Desemprego na RMBH fica acima da média do Estado

Ouvir a matéria 0:00 / 0:00
Desemprego na RMBH fica acima da média do Estado
A desocupação das mulheres na RMBH ficou em 11,8% e a dos homens, em 8,5%, aponta a FJP - CRÉDITO: DIVULGAÇÃO

A lenta retomada do desempenho da indústria e do setor de serviços após a crise econômica prejudicou os empregos na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) com mais intensidade do que nas demais regiões do Estado. A taxa de desemprego no último trimestre do ano passado na Grande BH chegou a 12,6%, ficando em patamares superiores aos índices estadual e nacional, que foram de 9,7% e 11,6%, respectivamente.

O levantamento é da Fundação João Pinheiro (FJP) com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada na última semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o relatório, no caso da RMBH houve recuo de 0,9 ponto percentual na taxa de desemprego tanto em relação ao quarto trimestre de 2017 quanto na comparação com o trimestre anterior. Em ambos os períodos o índice havia sido de 13,5%.

Já no caso de Minas Gerais os 9,7% apontaram queda de 0,9 ponto percentual frente ao mesmo trimestre de 2017 (10,6%) e estabilidade sobre o trimestre anterior (9,7%). E no Brasil, os 11,6% significaram recuo de 0,2 ponto percentual na comparação com o último trimestre de 2017 (11,8%) e 0,3 ponto percentual em relação ao terceiro trimestre de 2018 (11,9%).

Para o pesquisador da Fundação e professor do Ibmec, Glauber Silveira, os números refletem o comportamento dos setores em cada região, indicando a retomada, ainda que lenta da economia, após o longo período de recessão. Segundo ele, os desempenhos foram puxados pelo aumento do número de admitidos em todo o País.

“A economia vem melhorando e já resulta em saldos positivos de emprego. A variação da intensidade da geração de vagas ocorre em função das atividades predominantes em cada região. Na Grande BH, por exemplo, temos uma grande concentração de empregos na indústria e no setor de serviços. Já no restante do Estado, há uma contribuição das atividades relacionadas à agricultura. Assim como no País”, citou.

Diante dos resultados, Silveira acredita que o desempenho do mercado de trabalho deverá se manter em ascensão também neste exercício. O vigor, porém, segundo ele, vai depender da manutenção do cenário econômico e da confirmação de uma série de medidas por parte do governo.

“É difícil projetar números, porque vai depender de aprovação das reformas e de possíveis mudanças no mercado de trabalho. Mas, no geral, a expectativa é positiva. E as pessoas devem continuar procurando trabalho, porque vai ser um ano de boas oportunidades”, aconselhou.

Detalhamento – A FJP detalhou que a taxa de desocupação para as mulheres foi de 11,8%, enquanto que para os homens, de 8,5%. E que a maior taxa de desocupação (21,6%) foi registrada para a população jovem – de 18 a 24 anos. “Neste caso, pesou a experiência”, comentou o pesquisador.
Além disso, apesar de as mulheres serem maioria da população em idade de trabalhar (51,7%), entre as pessoas ocupadas verificou-se a predominância de homens (55,4%).

Por fim, o levantamento identificou que a população total de Minas Gerais foi estimada em 21,3 milhões; a população em idade de trabalhar correspondeu a 17,6 milhões; a população na força de trabalho chegou a 11,2 milhões. E, deste contingente, o percentual de ocupados foi de 90,3%.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas