Eleições de 2026 já influenciam decisões de compra e aluguel de imóveis em Minas Gerais
O ano de 2026 promete ser marcado por decisões e mudanças no cenário político e econômico brasileiro, impulsionadas pelas eleições de outubro. Mesmo antes do pleito, a disputa eleitoral já começa a influenciar o comportamento de quem pretende alugar ou comprar um imóvel em Minas Gerais.
No Estado, 40% dos consumidores afirmam que pretendem antecipar ou adiar a decisão de alugar um imóvel nos próximos 12 meses em função do cenário eleitoral. No caso da compra de imóveis, 34% dizem considerar a mesma estratégia. Os dados fazem parte de uma pesquisa encomendada pela Loft, empresa de tecnologia e serviços financeiros voltados ao mercado imobiliário, e realizada pela consultoria Offerwise.
Entre os mineiros que planejam alugar um imóvel nos próximos 12 meses, 60% afirmam que vão manter seus planos, apesar do cenário eleitoral. Outros 20% dizem que irão antecipar a decisão, enquanto 20% devem adiar a troca.
“Apesar do impacto do calendário eleitoral sobre as decisões, a maioria dos entrevistados afirma que pretende manter seus planos, o que indica um mercado atento ao cenário político, mas ainda ativo. Os dados sugerem ajuste de estratégia por parte dos consumidores, e não paralisação”, afirma o diretor de Comunicação da Loft, Ricardo Kauffman.
Na compra de imóveis, a maioria dos entrevistados de Minas Gerais afirma que pretende seguir com os planos. Já 56% dizem que vão manter a decisão de comprar um imóvel, mesmo com a proximidade das eleições. Outros 20% pretendem antecipar a compra, enquanto 14% dizem que devem adiar o fechamento do negócio devido ao cenário político.
Faixa etária e classe social influenciam
O movimento do consumidor quanto à antecipação é mais frequente na faixa etária entre 35 e 44 anos (20%) e na classe A (33%). Enquanto o adiamento é a opção dos consumidores da classe B (50%) no segmento de aluguel.
Para quem pretende comprar um imóvel, a antecipação é maior na faixa etária entre 35 e 44 anos (37%) e na classe A (27%), enquanto o adiamento é mais frequente entre os consumidores de 25 a 34 anos e da classe C (32%).
Quando o recorte é o prazo, a cautela fica evidente: apenas um terço dos entrevistados pretende concluir a negociação no primeiro semestre de 2026 – 30% na locação e 33% na compra.
“Os dados sugerem que o calendário eleitoral atua como um fator adicional de prudência para famílias brasileiras, especialmente em decisões de maior comprometimento financeiro, como a compra de um imóvel. Ao mesmo tempo, a intenção relevante de fechamento de negócios no primeiro semestre indica que parte do mercado busca se antecipar a eventuais mudanças no cenário econômico e político ao longo do ano”, conclui Kauffman.
A pesquisa foi realizada entre 16 de dezembro de 2025 e 6 de janeiro de 2026, com 2.400 entrevistados em todo o País e amostra representativa da população mineira com 18 anos ou mais.
Ouça a rádio de Minas