Economia

Empresa mineira desenvolve primeiro e-commerce de produtos de mineração

A mineradora Calcário Terra Branca, do interior de Goiás, foi a primeira empresa a vender brita por e-commerce
Empresa mineira desenvolve primeiro e-commerce de produtos de mineração
Foram vendidas 56 toneladas de brita para quatro clientes diferentes via e-commerce da Minerion | Foto: Reprodução Adobe Stock / Katerina Bond / Gerado com IA

A mineradora Calcário Terra Branca, de Vila Propício, no interior de Goiás, foi a primeira a realizar uma venda de minério usando e-commerce. A negociação, que ocorreu em janeiro deste ano, vendeu 56 toneladas de brita para quatro clientes diferentes.

Para que a negociação ocorresse, a mineradora utilizou uma plataforma on-line recentemente desenvolvida pela empresa mineira Minerion, especialista em software para o setor de mineração, que visa facilitar a ligação entre o cliente e o vendedor.

“Colocamos a plataforma no ar dia 5 de janeiro e, em quatro dias, vendemos 56 toneladas de brita para quatro clientes diferentes”, celebrou o supervisor de faturamento da Calcário Terra Branca, Alisson Gabriel.

O primeiro cliente a usar a ferramenta fez tudo sem precisar de contato direto com a empresa, comentou o presidente da Minerion, Ivan Pereira. Ele fez o cadastro, a compra, pagamento por meio do PIX e decidiu qual dia e horário queria receber o produto.

Ivan Pereira
Presidente da Minerion: principal atrativo é a parte logística | Foto: Divulgação Gabriel Rodarte

“O e-commerce para ambiente de mineração tem como principal atrativo a parte logística. A tratativa comercial do produto em si é muito simples: o produto tem o preço, as características, você compra uma certa quantidade e paga. A questão é como você vai receber e, por isso, o e-commerce tradicional não consegue atender à mineração. O cliente realiza a compra, decide qual veículo e qual dia quer receber o produto. Pode comprar três cargas para receber em dias diferentes”, explicou Pereira.

Ele aponta que a diferença entre a plataforma desenvolvida pela Minerion e as tradicionais, como a Amazon, é o grande volume de carga e a necessidade de que o horário de recebimento seja estabelecido na hora da compra, o que facilita a logística.

Após o uso do e-commerce, Pereira aponta que para a mineradora agora, basta cuidar de promover sua marca, principalmente o ranqueamento do Google, para que qualquer pessoa da região que busque os produtos comercializados por eles, como é o caso da pedra brita, apareça em destaque.

“O ponto central é beneficiar o mercado para que possa fazer negócio de maneira mais enxuta, mais cômoda, pensando sempre no cliente final”, destacou o representante da Minerion.

Cerca de 25 clientes até o fim de fevereiro

Até o momento, apenas três mineradoras já estão com o serviço em funcionamento ou em fase final de implementação. Estas empresas já eram clientes da Minerion, que tem quase 30 anos de prestação de serviços de tecnologia, atendendo a mais de 370 mineradoras em todo o Brasil.

“O pagamento é direto, sem precisar análise de crédito. Na mineração, a gente não tem o hábito de usar o cartão de crédito, eles ainda aprovam crédito para vender a prazo, mesmo para negócios menores”, comentou Pereira, destacando a vantagem do modelo em relação ao que é mais usado atualmente.

A intenção é melhorar a experiência dos clientes, sejam eles interessados em comprar materiais para construção civil ou para realizar obras de infraestrutura.

O grupo estima que o número de clientes que devem aderir a negociações por e-commerce deve aumentar significativamente até o fim de fevereiro e destacou que os resultados vem aparecendo de forma bem rápida.

“A expectativa é que a Minerion termine o mês de fevereiro com 25 empresas já com a operação ativa. A implementação é muito rápida e os resultados já começam a aparecer rapidamente”, afirmou Pereira.

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