Economia

Morro Verde e Massari Fértil unem operações e criam grupo de R$ 500 milhões

Com fusão de gigantes, Minas Gerais terá papel estratégico na redução da dependência brasileira de fertilizantes importados
Morro Verde e Massari Fértil unem operações e criam grupo de R$ 500 milhões
Foto: Reprodução Adobe Stock

Com unidade em Pratápolis, no Sul de Minas Gerais, a Morro Verde integrará operações com a paulista Massari Fértil para criar uma gigante no ramo de mineração, beneficiamento e formulação de fertilizantes. A união de expertises deve resultar em um faturamento aproximado de R$ 500 milhões com capacidade produtiva superior a 3 milhões de toneladas por ano.

O Estado é considerado a “espinha dorsal” da combinação, com potencial produtivo de 1,5 milhão de toneladas por ano. A expectativa é que o fortalecimento do negócio amplie possibilidades, conectando lavra, beneficiamento e formulação dentro de uma lógica industrial, além de consolidar Minas Gerais como estratégico na redução da dependência brasileira de fertilizantes importados.

As projeções foram realizadas pelos sócios do negócio, Mauro Barros, Sérgio Saurin e George Fernandes, ao Diário do Comércio. Os executivos explicam que os resultados positivos em plantas da Morro Verde em Pratápolis foram viabilizados a partir da diversificação do portfólio, com produtos de maior valor agregado, desenvolvidos a partir do fosfato nacional.

O insumo, considerado altamente estratégico, não precisa passar por processos químicos agressivos, o que permite oferecer produtos mais sustentáveis e mais eficientes agronomicamente. Com a produção ancorada em matéria-prima nacional, os executivos avaliam o benefício de menor exposição às oscilações do câmbio, reduzindo a dependência de insumos importados e a volatilidade de custos.

Atualmente, 90% dos fertilizantes consumidos no País são importados, mesmo sendo um dos maiores produtores agrícolas do mundo. “Nosso maior desejo é oferecer à agricultura brasileira autossustentabilidade e maior soberania nacional para o agronegócio. O Brasil não pode continuar dependente de insumos externos quando possui recursos minerais, tecnologia e capacidade industrial para produzir fertilizantes de forma competitiva e sustentável”, destaca Saurin.

A fusão entre as operações também promete impactar a nível local, com aumento de empregos qualificados no Estado a partir da maior demanda por técnicos, engenheiros, operadores industriais e especialistas em produtos. O grupo também projeta que o impacto no desenvolvimento regional será de longo prazo, já que as reservas da Morro Verde são abundantes e permitem um planejamento que percorrerá décadas.

Em até três anos, a expectativa é que o grupo atinja 5 milhões de toneladas de produção, R$ 1 bilhão em receita e 51% de participação de mercado no segmento. Os executivos avaliam que o crescimento de 3 para 5 milhões de toneladas passa tanto pela otimização das operações em Minas Gerais quanto por novas joint ventures em outras regiões.

Além da atuação em Minas Gerais e São Paulo, a projeção é de escalar atendimento em nível nacional, como Centro-Oeste, além de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia (Matopiba). A longo prazo, o novo grupo espera se consolidar como a maior plataforma brasileira de fertilizantes minerais mistos naturais.

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