Grupo chinês FM World pode investir R$ 2 bilhões em Minas Gerais
O grupo chinês Jiangsu World poderá investir em uma fábrica de máquinas agrícolas em Minas Gerais ainda neste ano. O projeto para a construção de uma planta industrial da afiliada do grupo, a Jiangsu World Agricultural Machinery, mais conhecida como FM World, prevê investimento de R$ 2 bilhões e a geração de 250 vagas de trabalho na fase inicial.
A informação foi confirmada pelo prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), que está em viagem à China para avançar nas negociações. “O protocolo de intenções deve ser assinado em maio, e estamos torcendo para que seja na nossa região”, afirmou.
A comitiva mineira foi convidada a participar de uma conferência global de parceiros das empresas chinesas. Durante o encontro, novas rodadas de negociações foram realizadas, e o interesse na instalação da fábrica foi reforçado.
Ficou acordado que a empresa retornará ao Brasil nos próximos meses para dar continuidade às tratativas. “É um investimento muito grande. Eles vão primeiro consolidar a marca, distribuir mais máquinas e entrar no mercado, mas já apresentaram o plano de ter uma fábrica no Brasil”, disse o prefeito.
Caso se concretize, o projeto representará a primeira unidade industrial de máquinas agrícolas da companhia fora da Ásia. “Será a primeira fábrica deles na América Latina e até nas Américas. É um movimento muito forte”, destacou Falcão.
Agronegócio e localização estratégica atraem investidores
O município de Patos de Minas entrou na rota de expansão de uma das maiores fabricantes de máquinas agrícolas da Ásia após a visita da comitiva da empresa à cidade. Os executivos da FM World, incluindo o presidente e o vice-presidente, conheceram propriedades rurais e áreas disponíveis para instalação industrial, entre elas um terreno de 16,5 mil metros quadrados. “Mostramos fazendas, regiões produtoras e toda a dinâmica, e eles ficaram encantados”, relatou Falcão.
Segundo o prefeito, o movimento faz parte da estratégia global da companhia, comparada por ele ao avanço da BYD no setor automotivo. “É como se fosse a BYD dos tratores, máquinas agrícolas, colheitadeiras e pulverizadores. Eles estão expandindo a atuação global e têm a intenção de instalar uma fábrica no Brasil nos próximos três anos”, afirmou.
A comissão executiva da empresa chegou a visitar os estados do Rio Grande do Norte e Santa Catarina e fez doações de máquinas ao governo federal como parte de investidas de expansão no território brasileiro, sem efetivação até o momento.
A aposta no município mineiro se sustenta pelo peso econômico do agronegócio na região. De acordo com o prefeito, o Alto Paranaíba concentra cerca de 33% da produção de café de Minas Gerais, além de se destacar na produção de leite, com Patos de Minas liderando o ranking estadual, e na produção de milho, soja, sementes e algodão. “É uma liderança já consolidada. A região é a mais forte de Minas Gerais no agronegócio e uma das mais fortes do Brasil”, disse.
Outro fator que chama a atenção dos investidores é a localização logística. A cidade está próxima a importantes mercados consumidores e produtores, como o interior de São Paulo, Goiás e Mato Grosso. “Logisticamente falando, é muito interessante. A região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba favorece muito”, completou.
Para o prefeito, o projeto simboliza uma oportunidade histórica. “É gigante para Minas Gerais e para o Brasil”, concluiu. A ideia é que as obras comecem ainda neste ano, mas a data ainda não foi divulgada.
Atualmente, a empresa possui bases de produção de equipamentos na China, Tailândia, Indonésia e Uzbequistão. Novas unidades estão em construção na Índia e no Cazaquistão.
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