Economia

Faturamento da mineração sobe 10,1% em Minas Gerais em 2025, totalizando R$ 119,2 bilhões

Com o crescimento em relação a 2024, o faturamento da mineração em Minas Gerais totalizou R$ 119,2 bilhões, 39,9% do montante nacional
Faturamento da mineração sobe 10,1% em Minas Gerais em 2025, totalizando R$ 119,2 bilhões
Mina da Vale em Parauapebas | Foto: Reuters / Lunae Parracho

As mineradoras faturaram R$ 119,2 bilhões em Minas Gerais em 2025, o que representa um aumento de 10,1% em relação ao ano anterior. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

O diretor de Assuntos Minerários da entidade, Julio Nery, destaca que o minério de ferro, como tradicionalmente acontece, exerceu grande influência sobre o resultado do Estado. Ele acrescenta que a produção de ouro cresceu no período, impulsionada pela significativa valorização do metal, e também influenciou positivamente.

Cabe citar que o preço médio anual do ouro subiu 43,9% no período, para US$ 3.434,78 por onça troy, segundo levantamento do Ibram. Já a cotação do minério de ferro caiu 6,6%, para US$ 102,16 a tonelada, na mesma comparação. No caso da última substância, a desvalorização foi compensada pela maior produção das mineradoras, como observado em relatórios já publicados pela Vale e Samarco, por exemplo.

Estado lidera entre as unidades da Federação

Entre as unidades da Federação, Minas Gerais liderou o faturamento da mineração em 2025, com 39,9% de participação no montante nacional. O Pará ficou na segunda posição, respondendo por 34,5%, ao faturar R$ 103,1 bilhões, valor 5,6% superior ao que registrou no exercício imediatamente anterior.

Em todo o Brasil, as mineradoras faturaram R$ 298,8 bilhões. O resultado avançou 10,3% motivado, sobretudo, por maiores produções de ouro e cobre, de acordo com o presidente interino do Ibram, Fernando Azevedo, ainda que mais da metade do valor faturado no período (R$ 157,2 bilhões) tenha sido com minério de ferro.

Perspectivas para o setor em 2026

Ao analisar o cenário para a mineração no Estado em 2026, Nery afirma que, pelo que foi visto até o momento, não há expectativas de eventos “difíceis” sobre o setor. O diretor diz que as perspectivas são de que o minério de ferro, o ouro e as commodities relativas aos minerais críticos continuem com preços semelhantes aos do momento.

“Para o minério de ferro sempre se projeta uma pequena redução no valor no segundo semestre. Pode ser que ocorra, mas a previsão para esse primeiro semestre é que se mantenha na faixa de US$ 102 a US$ 105 a tonelada, podendo até crescer um pouco no segundo semestre, embora não seja algo que ainda esteja bem confirmado”, ressalta.

“Sobre o ouro, o valor está bastante elevado em relação ao histórico da commodity, mas temos que lembrar que há questões relativas à geopolítica que não podemos esquecer. Tem também esse grande movimento dos bancos centrais fazendo a compra de ouro para reservas do País, o que está influenciando significativamente a cotação”, avalia, mencionando que esse movimento não deve parar tão cedo e que o preço do metal tende a ser mantido próximo ao atual, com uma pequena redução.

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