Economia

Faturamento de shopping centers no Brasil supera R$200 bi

Foi a primeira vez que a atividade chegou nesta marca no Brasil
Faturamento de shopping centers no Brasil supera R$200 bi
Para 2026, a Abrasce projeta alta de 1,4% para o segmento no País | Foto: Reprodução Adobe Stock

São Paulo – O setor de shopping centers faturou R$ 201 bilhões no País em 2025, um crescimento de 1,2% sobre 2024, segundo levantamento da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).
O dado marca a primeira vez que o setor atinge um faturamento na casa dos R$ 200 bilhões, segundo o Censo Brasileiro de Shopping Centers 2025-2026, publicado ontem pela entidade.

Para 2026, a Abrasce projeta um crescimento de 1,4% para o setor e a inauguração de 11 shoppings no Brasil, sendo seis deles na região Sudeste.

O Brasil possui 658 shoppings em operação, distribuídos por 253 cidades, com uma média de crescimento no número de empreendimentos de 18,9% a cada cinco anos. Os shoppings brasileiros somam área bruta locável (ABL) de 18,3 milhões de metros quadrados, com uma ocupação média de 95,4% em 2025, segundo o censo.

Em 2025, o número de lojas nos malls foi de 124,7 mil unidades, o que representa uma média de crescimento de 31,2% a cada cinco anos.

Segundo a Abrasce, os dados revelam um momento de “maturidade do mercado, marcado por recorde histórico de vendas, aumento na geração de empregos e, sobretudo, por uma mudança efetiva no comportamento do consumidor”.

O censo também mostrou que esses centros de compra registraram tempo médio de permanência de consumidores de 80 minutos, maior número observado na história do segmento, o que mostra a consolidação dos empreendimentos como centros de conveniência, segundo a associação.

“Essa capacidade de adaptação ágil, incorporando opções focadas em experiência, foi o que permitiu ao setor fechar 2025 com mais espaço na vida do brasileiro, mesmo diante de desafios econômicos”, disse o presidente da Abrasce, Glauco Humai.

Segundo a associação, o desemprego em baixa e os rendimentos do trabalho crescentes devem estimular o consumo. Ao mesmo tempo, o avanço do comércio eletrônico e de apostas on-line, podem pressionar o tráfego e as vendas presenciais neste ano.

Reportagem distribuída pela Reuters

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