Minas registra alta de 3,9% no financiamento de veículos em fevereiro
O financiamento de veículos em Minas Gerais cresceu 3,9% em fevereiro de 2026 na comparação com o mesmo mês de 2025, totalizando 106,9 mil unidades entre novos e usados. É o que mostra um levantamento da Trillia, linha de negócios da B3 dedicada a dados, Analytics e Inteligência Artificial (IA).
Conforme o estudo, Minas responde por 9% do volume nacional e mantém a segunda posição no ranking do Brasil. O cenário de avanço foi puxado, principalmente, pelo segmento de motos, que registrou alta de 14,1% no período. Já o financiamento de veículos leves cresceu 2,7%, enquanto o de veículos pesados recuou 3,2%.
Segundo o superintendente de relacionamento com clientes e relações institucionais da Trillia, Thiago Gaspar, o resultado reflete uma expansão na base anual e manutenção de condições favoráveis de crédito. Ele afirma que o desempenho indica continuidade da atividade ao longo de 2026, com crescimento tanto para veículos novos quanto usados.
Para o levantamento, a B3 opera o Sistema Nacional de Gravames (SNG), que concentra o registro de restrições financeiras de veículos usados como garantia em operações de crédito no País. A base é utilizada como referência para monitoramento do mercado de financiamento.
Queda nos preços de veículos
Dados da Tabela Auto B3 indicam recuo nos preços de transação em fevereiro no Brasil, tanto para veículos novos quanto para veículos usados.
No mercado de 0 km, a queda média foi de 1,4% no mês, com retração disseminada a depender dos segmentos. Sedans (-3,1%) e picapes derivadas de automóveis (-1,8%) concentram as maiores reduções, enquanto SUVs (-0,7%) e picapes médias (-0,2%) tiveram quedas mais moderadas.
Entre os usados, os preços caíram, em média, 1% em fevereiro. Os recuos mais intensos foram observados em sedans (-1,4%), SUVs (-1,1%) e picapes derivadas de automóveis (-1,9%). Hatchbacks (-0,4%) e picapes compactas (-0,5%) apresentaram diminuições menores.
No acumulado de 12 meses, os preços seguem em trajetória de queda, com recuo médio de 4,6% para veículos novos e de 4,1% para usados.
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