Forno de Minas aposta no segmento de food service

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Forno de Minas aposta no segmento de food service
Empresa está investindo R$ 50 milhões em obras de ampliação da área de produção e de armazenamento em Contagem. Créditos: DIVULGAÇÃO

A indústria de alimentos congelados Forno de Minas, com sede em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), está investindo fortemente no setor de food service. Atualmente, o segmento representa 38% das operações da companhia, enquanto as vendas para o varejo chegam a 63%. A expectativa é que, em até cinco anos, os negócios estejam divididos meio a meio entre as duas categorias.

A informação é do diretor comercial, Vicente Camiloti. Para isso, além dos investimentos robustos em aumento da capacidade produtiva da planta em Contagem, a empresa está lançando e reformulando os produtos voltados para lanchonetes, padarias e cafeterias de todo Brasil.

“O braço de food service está crescendo vertiginosamente e se mantivermos esse ritmo nos próximos anos, em breve teremos 50% de representatividade para cada um dos segmentos. A área é de uma especificidade muito grande e requer treinamento, investimento em mão de obra e logística especiais, pois estamos lidando com o transformador de alimentos até chegar ao consumidor final”, explicou.

Inclusive, nesta semana, a empresa participa, pela primeira vez, da Super Rio Expofood, que acontece junto à 53ª edição da Convenção Abras, no Rio de Janeiro, até hoje. Na ocasião, a empresa faz o lançamento de produtos como os cookies congelados (únicos no segmento) nos sabores chocolate com gotas de chocolate e baunilha com gotas de chocolate e o palito 3 queijos – com os queijos parmesão, minas e provolone.

Além disso, apresenta também para as lanchonetes, cafeterias e padarias, mais algumas opções no mix de produtos, como o pão de queijo na versão recheada com requeijão, e o pão de batata pré-fermentado nos sabores peito de peru com queijo branco, frango com requeijão e requeijão.

A marca tem hoje cerca de 120 produtos em seu portfólio, dos quais cerca de 30 são voltados para o food service. Considerando todos os tipos e gramaturas as SKU’s, entre varejo e food service, as opções somam 250.
Entre os itens comercializados para o segmento, assim como no varejo, o pão de queijo é o carro-chefe das vendas. Já a presença ocorre em todo o Brasil, com destaque para os mercados de Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

“A internacionalização também faz parte deste processo de fortalecimento do food service em nossos negócios. Já chegamos ao Peru, na Colômbia e no Chile”, completou.

Em relação aos investimentos, ao todo estão sendo aportados R$ 50 milhões na adequação da fábrica, que inclui obras de ampliação das áreas de produção e de armazenamento de matérias primas. Estamos triplicando a capacidade das câmaras frigoríficas, saindo das atuais 1.200 posições de armazenamento para quase 4 mil”, detalhou.

As obras começaram no ano passado e devem ser concluídas no início do segundo semestre. Basicamente, as áreas atenderão a estocagem de lácteos, hoje principal matéria-prima da marca.

“Isso vai permitir não utilizarmos mais áreas de armazenamento terceirizadas. Este incremento possibilitará ainda o aumento da capacidade produtiva, visando o atendimento dos mercados interno e externo, de acordo com a demanda”, explicou.

Conforme Camiloti, atualmente, a empresa opera com 70% da capacidade da unidade de Contagem. Além desta unidade fabril, a Forno de Minas conta ainda as fábricas em Conceição do Pará (Centro-Oeste) e em Araxá (Alto Paranaíba), 14 filiais no Brasil e uma subsidiária nos Estados Unidos e produção mensal de 2.200 toneladas. Ao todo são mil funcionários.

Desempenho – De acordo com o executivo, apesar das recentes crises vividas pelo País, a Forno de Minas tem mantido bons resultados. A empresa encerrou 2018 com faturamento de R$ 380 milhões e a expectativa é chegar aos R$ 440 milhões neste exercício. Se confirmado, o montante representará crescimento de cerca de 15% em relação ao ano anterior.

“Diante as circunstâncias vividas no ano passado, consideramos um resultado satisfatório, dado a recuperação ainda lenta da economia e os impactos da greve dos caminhoneiros. Para este exercício, o otimismo é maior, mas ainda cauteloso”, finalizou.

  • A repórter viajou a convite da Abras.
Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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