Economia

Folião deve gastar R$ 110 por dia no Carnaval de BH, aponta CDL/BH

Pesquisa indica que bebidas lideram a procura entre foliões e setor hoteleiro estima estadia média de quatro diárias, com tíquete de R$ 605,48 por noite
Folião deve gastar R$ 110 por dia no Carnaval de BH, aponta CDL/BH
Loja com artigos de Carnaval na Galeria do Ouvidor | Foto: Diário do Comércio / Ana Luisa Sales

A expectativa dos lojistas de Belo Horizonte é que os foliões invistam R$ 109,96 por dia em bebidas alcoólicas e não alcoólicas, lanches, vestuário e adereços para o Carnaval. A pesquisa realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) também mostra que o setor hoteleiro projeta R$ 2.421,91 em estadias durante o período de folia.

A maioria (98,9%) dos empresários avalia a festa como positiva para o negócio, com uma percepção 48% maior que no último ano, quando o índice de empresários otimistas chegou a 66,67%. Além disso, 95,59% dos entrevistados afirmam estar otimistas com os impactos do Carnaval deste ano em seus respectivos setores.

O presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, destaca que o crescimento da confiança do empresariado reflete a consolidação do evento como um importante vetor econômico da capital mineira. Ele pontua que os dados obtidos demonstram que a folia deixou de ser apenas uma manifestação cultural e passou a ocupar papel estratégico no calendário econômico da cidade.

“O empresariado reconhece esse potencial e se prepara cada vez mais para atender à demanda gerada pela festa”, afirma.

Bebidas não alcoólicas são as mais procuradas

O estudo aponta que cerca de quatro em cada dez estabelecimentos comerciais entrevistados serão diretamente impactados pela presença de blocos. Entre os produtos com maior procura pelos foliões, o destaque fica para as bebidas não alcoólicas, citadas por 34,94% dos respondentes, seguidas pelas bebidas alcoólicas, com 34,14%. Os demais destaques são:

  • lanches e refeições (24,5%);
  • vestuário (24,1%);
  • adereços (17,27%);
  • glitter e purpurina (8,84%);
  • fantasias (6,02%);
  • makes de Carnaval e maquiagem (5,22%);
  • calçados (5,22%);
  • tinta spray para cabelo (4,02%);
  • instrumentos musicais (4,02%).

Souza e Silva avalia que o tíquete médio diário de R$ 109,96 demonstra o impacto direto do Carnaval no setor de comércio e serviços da Capital. Ele ressalta que o consumo do folião vai muito além da diversão. “Ele movimenta bares, restaurantes, lojas de vestuário, acessórios e diversos outros segmentos, o que reforça a importância de um planejamento adequado por parte dos lojistas”, relata.

O levantamento ainda demonstra que, para 34,6% dos entrevistados, a forma de pagamento mais utilizada durante o Carnaval será o cartão de crédito à vista, seguido pelo Pix, com 32,4% dos respondentes. Os outros destaques são pagamento parcelado no cartão de crédito (27,6%) e cartão de débito (5,4%). Para os comerciantes, os foliões que optarem pelo pagamento parcelado no cartão de crédito dividirão em até quatro parcelas.

As promoções para o período de folia serão realizadas por 13% dos lojistas de Belo Horizonte. Além disso, 4,8% dos empresários afirmam que irão contratar empregados temporários durante os dias de Carnaval. “Embora a porcentagem de empregos temporários seja pequena, ela revela que o Carnaval impacta positivamente o mercado de trabalho”, observa o presidente da CDL/BH.

Otimismo no setor hoteleiro de Belo Horizonte

O hotel TRIBE Belo Horizonte Savassi, em Minas Gerais.
Foto: Divulgação Accor

Quanto às expectativas do setor hoteleiro, os empresários estimam uma estadia de quatro diárias, totalizando R$ 2.421,91 no período. Dessa forma, o tíquete médio da diária será de R$ 605,48 na edição deste ano, um aumento de 20,7% em comparação com o registrado em 2025. Para Souza e Silva, esse crescimento reforça o apelo turístico da capital mineira.

Ele relata que o aumento da ocupação e do valor das diárias comprovam que Belo Horizonte se consolidou como destino turístico no período de Carnaval, atraindo visitantes de diversas regiões de Minas Gerais, do Brasil e do mundo. “No ano passado, pesquisa da Embratur revelou que o nosso Carnaval foi um dos cinco mais procurados por turistas estrangeiros”, diz.

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