Economia

Guerra no Irã impactará inflação brasileira para 96% dos analistas, mostra BC

Pesquisa do Banco Central revela que maioria do mercado prevê alta de preços devido ao conflito no Oriente Médio
Guerra no Irã impactará inflação brasileira para 96% dos analistas, mostra BC
Foto: Reuters

O conflito no Oriente Médio terá impacto sobre a inflação brasileira por meio da oscilação nos preços de commodities e de ativos financeiros para 96% dos agentes econômicos consultados pelo Banco Central.

O resultado do questionário enviado ao mercado às vésperas da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) foi divulgado pelo BC nesta quarta-feira (25).

Entre as 113 respostas dos entrevistados, 71% consideraram que o impacto da guerra no Irã será discretamente inflacionário no Brasil, enquanto 25% avaliaram que o efeito do conflito será fortemente inflacionário.

Apenas 4% responderam que a crise geopolítica terá efeito neutro ou irrelevante no Brasil, enquanto 1% afirmou considerar o embate como discretamente desinflacionário para o país.

As respostas do questionário enviado aos analistas do mercado financeiro no dia 6 de março serviram como subsídio para a decisão mais recente do Copom sobre a taxa básica de juros, a Selic.

Na última quarta (18), o colegiado iniciou o ciclo de queda de juros e reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano. Diante da incerteza provocada pela guerra no Irã, o comitê deixou a próxima decisão em aberto. Em ata, afirmou que a duração e a intensidade do ciclo de cortes serão decididas ao longo do tempo,

A ideia do Copom é ter mais clareza da profundidade e da extensão do conflito no Oriente Médio antes de definir quais serão os movimentos seguintes. A próxima reunião está marcada para 28 e 29 de abril.

Nesta quarta, o preço do petróleo está em queda. Os EUA dizem ter enviado um plano de paz para o Irã. O país, contudo, afirma que não está negociando com os norte-americanos, desmentindo declarações do presidente americano, Donald Trump.

O barril Brent, referência internacional do petróleo, abriu o dia em queda e chegou a despencar 6,76% às 22h de terça-feira (horário de Brasília), quando começavam as negociações na Ásia. O preço subiu um pouco, mas permaneceu no patamar entre US$ 94 e US$ 96.

Para conter a alta de preços de combustíveis, diante do risco para inflação em ano eleitoral, o governo Lula zerou as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel até o fim do ano e também autorizou um subsídio para bancar parte do preço do diesel.

Conteúdo distribuído por Folhapress

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